quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Vida de Bolacha - autor: Bruno C. Vellutini
Descrição adaptada
O vídeo retrata o ciclo de vida da bolacha-do-mar Clypeaster subdepressus e fez parte do projeto de mestrado de caso Bruno C. Vellutini pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
Os adultos foram coletados em fundos arenosos do Canal de São Sebastião (São Sebastião, SP, Brasil) e induzidos a liberarem seus gametas (óvulos e espermatozóides). Fizemos a fecundação in vitro e acompanhamos o desenvolvimento dos embriões no laboratório, sob microscopia de luz. Os embriões tornam-se larvas natantes, com cerca de 0,2 mm, que alimentamos com microalgas até sua metamorfose. Uma pequena bolacha-do-mar cresce dentro da larva. Quando os minúsculos pés e espinhos estão formados a larva afunda e sofre a metamorfose. O filhote de bolacha-do-mar reabsorve os tecidos larvais e passa a explorar seu novo habitat, entre os grãos de areia.
Os números no canto superior direito mostram quanto a cena foi acelerada.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
CALENDÁRIO 2010 - PROJETO BIOMAR
A equipe do Projeto Biomar informa que já se encontram abertas as inscrições para 2010, dos cursos teóricos-práticos de biologia marinha, ecologia dos manguezais, mata atlântica costeira, tipos de litoral, história ambiental, entre outros. Os cursos são personalizados, quanto ao conteúdo, carga horária e estratégia operacional para se adaptarem a faixa etária dos alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
Maiores informações:
no site: www.projetobiomar.com.br
blog: http://www.projetobiomar.blogspot.com/
email : projetobiomar@projetobiomar.com.br
Esperamos você e sua escola!
Até lá,
Prof. Nilo Serpa e Equipe
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Um sabiá-da-praia (Mimus gilvus) observava despreocupado em uma restinga do Espírito Santo quando foi flagrado por este fotógrafo. Antes comum em boa parte do sudeste brasileiro, a espécie desapareceu de grandes áreas devido à destruição de seu habitat e, principalmente, por ser apreciada como ave de gaiola. Pode atingir até 26 centímetros de comprimento e pesar 75 gramas, constrói ninhos rudimentares, pouco parecidos com os barreados dos sabiás tradicionais. Tem reconhecida capacidade de imitar cantos e chamados de outras aves. Afinal, mimus significa imitador em latim
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Caranguejo samurai e o futuro do homem

Alysson Muotri
A manhã chegou fria e cinza, com ondas que previam a chegada da tempestade. O ano é 1185 e com os navios chegavam sussurros de vozes humanas numa pequena baia, ao sul do Japão, conhecida como Dan-no-ura. O imperador Antoku, então com aproximadamente 9 anos de idade, avistou as bandeiras nos navios e logo compreendeu que iria morrer, assim como milhares de outros que viviam sob seu comando.
Foram quase 50 anos até esse confronto. De um lado, os Heike, da Casa de Taira; de outro, os guerreiros Genji, do clã Miyamoto. A disputa era, nada menos, pelo controle do mundo (ou pelo menos do mundo conhecido na época). Ambos se achavam com direitos ancestrais ao trono imperial. De um lado, mil navios de Heike, lotados de samurais prontos para a luta. De outro, três mil navios de Genji, estrategicamente melhor colocados.
A avó de Antoku, Nu, recolhe o pequeno imperador em seus braços e o leva para um outro reino, no fundo do mar, eliminando o último suspiro de esperança dos Heike. Muitos samurais Heike, leais ao seu imperador, optam por se atirar ao mar, morrendo afogados. O massacre que aconteceu em seguida foi rápido e brutal, consagrando os Genji como futuros governantes do Japão.
A história acima é real. A vitória dos Genji marca a transferência do poder da aristocracia para a classe guerreira, começando o período de liderança militar japonesa, ou shogunato. Toda a armada Heike foi destruída – só sobreviveram algumas mulheres. Essas damas da corte imperial viram-se forçadas a prestar favores aos pescadores da costa, perto do palco da batalha. Interessante notar que os pescadores dizem que os samurais Heike continuam vivos no fundo do mar, sob a forma de caranguejos.
De fato encontram-se neste local, caranguejos com marcas e recortes que se assemelham ao rosto de um samurai Heike. Quando coletam esses caranguejos, os pescadores não os comem, mas os retornam ao mar, em respeito aos trágicos acontecimentos de Dan-no-ura.
Mas como é que a cara de um samurai foi aparecer na carapaça de um caranguejo?
Uma das explicações parece ser que essa característica é consequência direta da influência humana. As marcas da carapaça dos caranguejos são hereditárias. Tal como nas pessoas, existem muitas linhas genéticas nos caranguejos, contribuindo para uma enorme diversidade de formas. Imagine agora que, entre os antepassados desse caranguejo, surja por acaso um indivíduo que se assemelhe a um rosto humano.
É possível que os pescadores, ao se depararem com essa forma, relutem em comê-los, devolvendo-os ao mar. Seja por respeito ou sentimentos anti-canibalísticos, essa seleção dos pescadores inicia um curioso processo evolutivo: caranguejos normais servirão de alimento aos humanos e a linhagem terá menos chances de deixar descendentes. Por outro lado, caranguejos que se assemelhem a um rosto humano serão devolvidos intactos e terão maiores chances de gerar outros da mesma linhagem.
Imagine esse processo repetindo-se ao longo de muitos anos, diversas gerações de caranguejos e de pescadores. Vemos a sobrevivência preferencial de caranguejos com face humana caminhando com a transmissão cultural humana, histórias da batalha de Dan-on-ura e lealdade de seus samurais.
Num determinado momento só restaria caranguejos não apenas com uma face humana estampada nas costas, mas com a face de um furioso samurai Heike do Japão medieval. Repare que em nenhum momento a seleção fora baseada em alguma característica vantajosa para os caranguejos samurais. A seleção foi imposta do exterior, realizada inconscientemente pelos pescadores – e sem qualquer premeditação da parte dos caranguejos.
Existem controvérsias a respeito das causas reais da seleção dos caranguejos Heike. É possível que outras forças evolutivas, desconhecidas do homem, atuaram na seleção. As “bochechas” e outras características humanas observadas na carcaça do animal servem para determinados fins e não são meramente decorativas. Algumas fissuras são locais de inserções musculares, que podem ter sido requisitadas durante algum outro processo seletivo. Além disso, existem outras culturas orientais que também associam a forma de caranguejos com faces humanizadas, como no termo chinês Keui Lien Hsieh (caranguejo com face de demônio).
De qualquer forma, a saga dos caranguejos Heike é um potencial exemplo do processo de seleção onde certas linhagens sobrevivem não por causa de forças da natureza, mas pela intenção humana. Esse caso específico é conhecido por biólogos e foi amplamente difundido por Carl Sagan em um episódio de “Cosmos” (alguém lembra?).
Na verdade, é apenas um dos milhares de exemplos desse tipo de seleção artificial, onde os homens decidem quais tipos de organismos sobreviverão no futuro. Hoje em dia, a seleção artificial é conscientemente utilizada em microbiologia, genética e biotecnologia, para a descoberta e desenvolvimento de novas drogas, por exemplo.
Fora dos laboratórios, o homem também modifica o ambiente a todo momento, nem sempre de forma consciente. Ainda não compreendemos as conseqüências de nossas ações no ambiente.
Ações corriqueiras como o uso de detergentes, plásticos etc., influenciam o ecossistema e vão direcionar as espécies que vão habitar o planeta no futuro.
Interessante notar que, mesmo com tanta capacidade mental e tecnológica, o homem corre o risco de não estar entre as espécies selecionadas, gerando a própria extinção
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Polvo que abre potes é atração de zoológico suíço

Administração de zôo diz que atividade é 'exercício mental' para evitar que animal sinta tédio.
Um polvo que sabe destampar embalagens é a mais nova atração do jardim zoológico da Basiléia, na Suíça.
Nas horas de alimentação do animal, os visitantes se reúnem em volta do aquário para vê-lo usando seus oito tentáculos para abrir potes de iogurte, desatarraxar vidros de conservas ou tirar tampas de garrafas. O octópode está sendo exibido desde o mês passado.
De acordo com o zoológico da Basiléia, as embalagens contendo de peixes, crustáceos ou ostras constituem uma espécie de "exercício mental" para evitar que o bicho "fique entediado".
A atração do zoológico suíço, no entanto, não chega a ser uma façanha inédita. Em 2007, o Aquário Nacional da Nova Zelândia também revelou possuir um polvo capaz de abrir uma garrafa de plástico para pegar seu alimento.
O polvo neozelandês usava dois tentáculos e sucção para tirar a tampa da garrafa e um tentáculo para pegar carne de caranguejo que os tratadores colocavam dentro.
Mais inteligentes
Vivendo solitários, exceto no período de acasalamento, os polvos estão entre os animais marinhos mais inteligentes que existem, com cérebros e sentidos altamente desenvolvidos. Eles moram em grutas submarinas e saem para caçar geralmente durante a noite.
Na procura por nutrientes, esses moluscos costumam vasculhar o fundo dos mares de forma incansável, inspecionando superfícies rochosas, abrindo conchas e revirando pedras pesadas à procura de suas presas. Durante a caça, podem chegar até mesmo a deixar a água e se mover por alguns metros na superfície terrestre.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Oceana lança campanha publicitária maciça de 350 ppm para salvar nossos oceanos

A Oceana trabalha para proteger e restaurar os oceanos do mundo. É a maior organização internacional de conservação do oceano nos E.U., empregando cientistas, advogados e ativistas de base para atingir objetivos concretos. Para mais informações, vá para http://na.oceana.org.
A 350.org tem muitos parceiros, mas a Oceana - a maior organização de conservação do oceano nos E.U. - realmente se destaca. Eles lançaram recentemente uma campanha de publicidade maciça em Copenhague para "destacar a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono para 350 partes por milhão (ppm) para evitar uma extinção em massa de corais e quedas prováveis nas inúmeras espécies marinhas que deles dependem, neste século.” Isso significa que, quando todos os governos que chegarem na Conferência do Clima da ONU em Copenhague, na próxima semana, eles serão recebidos no aeroporto, no centro da cidade, e no local da conferência central, com cartazes, filmes e outros anúncios, todos exibindo a mensagem 350 .
Jacqueline Savitz, diretor sênior de campanha com Oceana, explica:
Com as emissões de CO2 já em 385 ppm, queremos ser claros sobre o que é necessário para salvar uma importante fonte de alimento, renda e lazer para a população do mundo. O objetivo da Oceana é destacar o que está em jogo, se não conseguirmos alcançar maiores reduções de carbono, através de um acordo em Copenhague. Esperamos que esses anúncios lembrem aos políticos que a mudança climática vai alterar severamente os oceanos, o que afetará a todos nós, comprometendo a fonte de um dos alimentos mais rico e saudável e as atividades à beira-mar, entre outras coisas.
É sobre se vamos ter oceanos saudáveis e economias baseadas nas águas oceânicas, daqui a 40 anos - ou se vamos dizer adeus a esta enorme fonte de alimentos e riqueza.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Lixo ameaça tartarugas que chegam ao sul do Brasil
Animais confundem plástico e fios de redes de pesca com algas.
Pesquisadores do Rio Grande do Sul descobriram uma nova ameaça às tartarugas que chegam esta época do ano ao litoral do estado. Na semana passada, sete tartarugas da espécie verde foram encontradas na praia do Cassino, no sul do estado. Levadas para o centro reabilitação de animais marinhos, cinco delas morreram. A resposta sobre a causa das mortes veio com a análise do aparelho digestivo das tartarugas.
Ele estava completamente cheio de lixo.
As tartarugas confundem os pedaços de plástico e fios de redes de pesca com algas, que servem de alimento. “Eles ingerem esses materiais, isso faz a obstrução do intestino causando debilidade do animal e ele sai a maneira que sai na beira da praia”, explica o veterinário Rodolfo Silva.
Segundo a Universidade Federal de Rio Grande, o problema atinge 85% das tartarugas encontradas no litoral sul gaúcho. “Elas procuram nossa costa, principalmente agora a partir da primavera e o verão, quando começa a esquentar as nossas águas e elas usam nosso litoral como importante área de alimentação”, diz o biólogo Sérgio Estima. A maioria vem da costa africana.
Só este ano, 102 tartarugas verdes foram mortas. Elas chegam a atingir 1,5 metro de comprimento e a pesar mais de 200 quilos.
Pesquisadores do Rio Grande do Sul descobriram uma nova ameaça às tartarugas que chegam esta época do ano ao litoral do estado. Na semana passada, sete tartarugas da espécie verde foram encontradas na praia do Cassino, no sul do estado. Levadas para o centro reabilitação de animais marinhos, cinco delas morreram. A resposta sobre a causa das mortes veio com a análise do aparelho digestivo das tartarugas.
Ele estava completamente cheio de lixo.
As tartarugas confundem os pedaços de plástico e fios de redes de pesca com algas, que servem de alimento. “Eles ingerem esses materiais, isso faz a obstrução do intestino causando debilidade do animal e ele sai a maneira que sai na beira da praia”, explica o veterinário Rodolfo Silva.
Segundo a Universidade Federal de Rio Grande, o problema atinge 85% das tartarugas encontradas no litoral sul gaúcho. “Elas procuram nossa costa, principalmente agora a partir da primavera e o verão, quando começa a esquentar as nossas águas e elas usam nosso litoral como importante área de alimentação”, diz o biólogo Sérgio Estima. A maioria vem da costa africana.
Só este ano, 102 tartarugas verdes foram mortas. Elas chegam a atingir 1,5 metro de comprimento e a pesar mais de 200 quilos.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
CALENDÁRIO 2010 - PROJETO BIOMAR
CALENDÁRIO 2010
A equipe do Projeto Biomar informa que já se encontram abertas as inscrições para os cursos teóricos-práticos, em Angra dos Reis, para o 1º semestre de 2010.Os cursos são personalizados, quanto ao conteúdo, carga horária e estratégia operacional para se adaptarem a faixa etária dos alunos da Educação Básica e do Ensino Superior.
Maiores informações:
no site: www.projetobiomar.com.br
blog: http://www.projetobiomar.blogspot.com/
emails: projetobiomar@projetobiomar.com.br
Esperamos você e sua escola no ano que vem!
Até lá,
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