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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Criatura marinha mítica se une à luta contra pesca de arrasto em oceano

Organização BLOOM divulga imagem inédita das profundezas do oceano, onde o mítico peixe-remo foi flagrado em seu habitat natural. Um filme inteiro sobre o peixe será lançado nos próximos dias com objetivo de sensibilizar população sobre os perigos da pesca de arrasto. (Foto: Reprodução/Facebook/BLOOM)

Ambientalistas recorrem a peixe-remo para sensibilizar sobre prática.
Votação para decidir sobre o tema na Europa ocorrerá em 3 de outubro.

Ambientalistas exibiram nesta segunda-feira (16) imagens inéditas de uma lendária criatura marinha, o peixe-remo, ao lançar uma campanha contra a pesca de arrasto de profundidade.
Origem do mito da serpente marinha - uma cobra considerada capaz de virar embarcações e engolir tripulações -, o peixe-remo pode alcançar 11 metros de comprimento e mais de 250 quilos de peso.
Semelhante a uma enguia, a criatura, cujo nome científico é Regalecus glesne , é o peixe ósseo mais comprido do mundo. É visto apenas raramente por seres humanos e, normalmente, como uma presa indesejada da pesca comercial.
Conservacionistas marinhos mostraram, durante uma coletiva de imprensa em Paris, imagens exclusivas do gigante sinuoso em seu habitat nas profundezas do mar, como parte dos esforços para chamar atenção para os perigos que a pesca de arrasto representa para o leito marinho.
"É um momento chave para o fundo do mar", disse Matthew Gianni, da organização Deep Sea Conservation Coalition, que reúne mais de 70 associações.

Biólogos marinhos afirmam que a pesca com arrasto de profundidade, na qual redes de pesca são arrastadas no fundo do mar, causam danos catastróficos a corais, esponjas e à microflora, vital para o ecossistema.
Locais em que esse tipo de pesca foi praticado décadas atrás ainda estão em recuperação, disse Claire Nouvian, diretora do grupo sem fins lucrativos BLOOM. A pesca de arrasto de profundidade também captura acidentalmente espécies sem valor comercial.
A França e a Espanha, cujas indústrias pesqueiras têm influência política, combatem os esforços da Comissão Europeia para banir a prática. Uma votação chave para decidir sobre o tema ocorrerá no dia 3 de outubro em Bruxelas.
Países da União Europeia respondem por 60% das capturas globais com pesca de arrasto de profundidade, informou a coalizão em seu site, citando números de 2001.
Fonte: AFP

 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tartarugas encontradas mortas em praias da Guatemala

                             Tartarugas encontradas mortas em praias da Guatemala

Oitenta tartarugas apareceram mortas em sete praias do Pacífico (sul) da Guatemala desde julho passado, denunciaram esta segunda-feira ecologistas guatemaltecos que atribuem a mortandade à pesca de camarões na região.
“Desde a primeira semana de julho até agora foram vistas aproximadamente 80 tartarugas marinhas mortas”, que “coincide com a presença de barcos camaroneiros em águas em frente a estas praias”, destacou em um comunicado a ONG Associação Resgate e Conservação da Vida Silvestre (Arcas).
“Está plenamente documentado que a prática de pesca com redes de arrasto é uma ameaça para a tartaruga marinha”, detalhou a organização conservacionista no boletim de imprensa.
Segundo a Arcas, moradores assentados na costa do Pacífico guatemalteco localizaram sem vida 72 tartarugas-oliva (‘Lepidochelys olivacea‘), sete tartarugas verdes (Chelonia ‘mydas agazzisi‘) e uma tartaruga-de-couro (‘Dermochelys coriacea‘).
“Estas últimas duas espécies (estão) criticamente ameaçadas de extinção em nível mundial”, detalha a denúncia.
Conservacionistas e cientistas ambientalistas na Guatemala solicitaram ao governo restringir a pesca de camarões para “estabelecer o impacto desta atividade econômica nas populações de tartarugas marinhas”, acrescentou o comunicado.
Segundo o texto, catadores legalizados de ovos de tartarugas estão preocupados com as mortes, pois coloca em risco seu meio de sobrevivência.
“Estas espécies representam um valioso recurso quando vivas, tanto como atração turística, como fonte de ganhos econômicos com a cata de ovos sob um programa que permite a coleta de ovos, desde que se entregue 20% de cada ninho a um tartarugário local”, acrescentou o comunicado.
O Ministério da Agricultura, encarregado da atividade pesqueira no país, investiga “as verdadeiras causas” da morte das tartarugas, explicou à imprensa local Sebastián Marcucci, vice-ministro da pasta.

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