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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os primeiros 2.500 espécimes de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea), espécie ameaçada de extinção, começaram a desovar no litoral do Pacífico nicaraguense sob proteção do Exército, para impedir que os moradores roubem os ovos para consumi-los – informou uma fonte militar.
As chegadas ocorreram entre quinta-feira e sábado passado, na costa do Refúgio da Vida Silvestre de Chacocente, situado no departamento de Carazo, na costa sul, declarou o chefe do comando militar da região, coronel José Larios, ao “Nuevo Diario”.
Na quinta-feira, aninharam 1.434 quelônios; na sexta, 910, e no sábado, 197, acrescentou o militar, cujo destacamento resguarda 1.500 metros de praia.
Larios disse que essa é a primeira chegada maciça de tartarugas registrada este ano.
Os quelônios fazem ninho geralmente na costa nicaraguense de Chacocente e Refúgio La Flor, no departamento (estado) de Rivas (sul), entre julho e janeiro.
O militar contou que, em julho passado, chegaram às praias de Chacocente 1.363 tartarugas em pequenos grupos, ou sozinhas. Espera-se que cheguem a La Flor esta semana.
Nessas praias nicaraguenses, anualmente, fazem ninho mais de 120.000 tartarugas-oliva, de pente (Eretmochelys imbricata) e negra (Chelonia agassizii) explicou à AFP o biólogo Fabio Buitrago..
Fonte: AFP

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tartarugas encontradas mortas em praias da Guatemala

                             Tartarugas encontradas mortas em praias da Guatemala

Oitenta tartarugas apareceram mortas em sete praias do Pacífico (sul) da Guatemala desde julho passado, denunciaram esta segunda-feira ecologistas guatemaltecos que atribuem a mortandade à pesca de camarões na região.
“Desde a primeira semana de julho até agora foram vistas aproximadamente 80 tartarugas marinhas mortas”, que “coincide com a presença de barcos camaroneiros em águas em frente a estas praias”, destacou em um comunicado a ONG Associação Resgate e Conservação da Vida Silvestre (Arcas).
“Está plenamente documentado que a prática de pesca com redes de arrasto é uma ameaça para a tartaruga marinha”, detalhou a organização conservacionista no boletim de imprensa.
Segundo a Arcas, moradores assentados na costa do Pacífico guatemalteco localizaram sem vida 72 tartarugas-oliva (‘Lepidochelys olivacea‘), sete tartarugas verdes (Chelonia ‘mydas agazzisi‘) e uma tartaruga-de-couro (‘Dermochelys coriacea‘).
“Estas últimas duas espécies (estão) criticamente ameaçadas de extinção em nível mundial”, detalha a denúncia.
Conservacionistas e cientistas ambientalistas na Guatemala solicitaram ao governo restringir a pesca de camarões para “estabelecer o impacto desta atividade econômica nas populações de tartarugas marinhas”, acrescentou o comunicado.
Segundo o texto, catadores legalizados de ovos de tartarugas estão preocupados com as mortes, pois coloca em risco seu meio de sobrevivência.
“Estas espécies representam um valioso recurso quando vivas, tanto como atração turística, como fonte de ganhos econômicos com a cata de ovos sob um programa que permite a coleta de ovos, desde que se entregue 20% de cada ninho a um tartarugário local”, acrescentou o comunicado.
O Ministério da Agricultura, encarregado da atividade pesqueira no país, investiga “as verdadeiras causas” da morte das tartarugas, explicou à imprensa local Sebastián Marcucci, vice-ministro da pasta.

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