sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Grande Barreira de Corais pode estar ameaçada por mineração

Foto: AFP/ Klaus D. Francke / Bilderberg

A Austrália abriu,  no dia 07 de novembro de 2013, uma investigação sobre o organismo encarregado de proteger a Grande Barreira de Corais depois que a imprensa informou que dois de seus membros teriam interesse direto na indústria da mineração.
O ministro de Meio Ambiente Greg Hunt solicitou uma investigação depois que o canal ABC revelou esse possível conflito de interesse.
Tony Mooney é executivo da companhia de extração de carvão Guildford Coal e Jon Grayson é acionista da Gasfields Water and Waste Services, uma empresa que presta serviços em jazidas de gás.
Ambos são membros do diretório do Parque Marinho da Grande Barreira e participaram em um importante encontro no ano passado dedicado à possível construção de portos mineradores no litoral do estado de Queensland (nordeste), diante da Barreira de Corais.
Os assessores científicos propuseram proibir a construção de novos portos desse tipo para evitar potenciais degradações da diversidade litorânea. No entanto, o diretório se limitou a afirmar que o impacto sobre a biodiversidade era um aspecto-chave e pediu para prosseguir com as consultas com as empresas mineradoras.
A Austrália reconheceu oficialmente em julho a degradação da Grande Barreira de Corais, cujo estado é classificado atualmente de medíocre e que a Unesco ameaça colocar na lista de locais em perigo.
A Grande Barreira de Corais, inscrita no patrimônio mundial da Unesco em 1981, perdeu mais da metade de seus corais durante os últimos 27 anos e se estende ao longo de 345.000 km2 do litoral australiano.

terça-feira, 5 de novembro de 2013


Pacífico. Atlântico. Índico. Antártico. Ártico. Aproximadamente 72% da superfície terrestre é coberta pelos oceanos, que são capazes de influenciar mais do que aqueles que vivem ao longo de suas costas.
Estima-se que 50% de todas as espécies da Terra dependem dos oceanos de alguma forma ou de outra para sua subsistência. Infelizmente os seres humanos não costumam demonstrar muita vontade de preservar esta parte tão importante de nosso planeta.
Um relatório divulgado em fevereiro de 2008 constatou que 40% dos oceanos do mundo são fortemente impactadas por atividades humanas, como a pesca excessiva e a poluição. 17 diferentes atividades humanas foram examinadas no relatório, desde a navegação comercial até atividades indiretas, como mudanças na temperatura da superfície do mar, radiação UV e a acidificação dos oceanos.
Os mapas foram criados a partir de dados compilados neste relatório publicado na revista Science. Trata-se de um mapa global do impacto humano nos ecossistemas marinhos. Os pesquisadores apontam que nenhuma parte de nenhum oceano está livre da influência humana, apesar de existirem grandes áreas que têm relativamente pouco impacto humano, especialmente perto dos polos. As áreas onde os humanos tiveram o pior impacto incluem a costa leste da América do Norte, o Mar do Norte, os mares que banham a China, o Mar do Caribe, o Mar Mediterrâneo, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e o Oceano Pacífico ocidental. Áreas pintadas de vermelho têm um alto impacto humano e áreas azuis têm um impacto humano muito baixo. O estudo também analisou 20 ecossistemas marinhos para determinar o impacto das influências humanas. Os ecossistemas que estão mais ameaçados são os recifes de coral, os bancos de algas marinhas e os manguezais. Veja abaixo o mapa completo e alguns detalhes da costa brasileira e das regiões mais impactadas pelo homem.
fonte: O eco -
 http://migre.me/gxON4

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Parasita prejudica pesca de camarão na costa sudeste do Atlântico

Camarão (Litopenaeus setiferus) com a doença das guelras negras em barco na costa da Ilha Otter, próximo a St. Helena South, na California, em 18 de setembro de 2006 (Foto: Reuters)

Pesca tem piorado nos últimos meses graças à doença das guelras negras.
Doença não mata camarões, mas os torna mais vulneráveis a predadores.

A quantidade de camarões pescados na costa do sul do Atlântico, nos Estados Unidos, tem desabado nos últimos meses, uma vez que um parasita tem dificultado a respiração das criaturas, de acordo com autoridades de vida selvagem da Geórgia e da Carolina do Sul.
Especialistas dizem acreditar que a doença de guelras negras, causada por um minúsculo parasita, contribuiu para o aumento das mortes de camarões brancos entre agosto e outubro, tipicamente o ápice da temporada de pesca.
A doença não mata diretamente os camarões, mas prejudica sua resistência e os torna mais vulneráveis a predadores.
"É como se os camarões estivessem fumando três maços de cigarros por dia, e agora têm que correr uma maratona", disse o diretor do Escritório de Gestão de Pesca da Carolina do Sul, Mel Bell.
"Pescadores de camarão estão nos informando que quando depositam o que pescaram em seus barcos, os camarões estão mortos", acrescentou.

 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Concurso elege 20 melhores imagens de microorganismos - brasileiro é terceiro colocado com ser planctônico!

       Chaetoceros debilis, diatomácea marinha de plâncton
Courtesy of Nikon Small World/ Mr. Wim van Egmond,
Micropolitan Museum
Veja as 20 melhores fotos no link a seguir:

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CALENDÁRIO 2014

A equipe do Projeto Biomar informa que já se encontram abertas as inscrições para os cursos teóricos - práticos de 2014.Os cursos são personalizados, quanto ao conteúdo, carga horária e estratégia operacional para se adaptarem a faixa etária dos alunos da Educação Básica ao Ensino Superior. Maiores informações:

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www.projetobiomar.blogspot.com
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Esperamos você e sua escola em 2014!
Prof. Nilo Serpa e Equipe

Amazônia Azul - Censo da Vida Marinha

Número de espécies descritas na costa brasileira pode chegar a 13 mil
A mais recente revisão publicada sobre a biodiversidade da zona costeira e marinha sul-americana – divulgada em 2011 na revista PLoS One – aponta a existência de 9.103 espécies diferentes de animais, plantas e algas já conhecidas em águas brasileiras. Mas o número pode chegar perto de 13 mil espécies descritas, segundo Maria de los Angeles Gasalla, professora no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP).
A afirmação foi feita durante o penúltimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota-Fapesp Educação, organizado pelo Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade de São Paulo (BIOTA), ocorrido em 24/10/13. Gasalla comparou os dados do artigo publicado na PLoS One por Patricia Miloslavich, pesquisadora da Universidad Simón Bolívar, da Venezuela, e colaboradores, com números provenientes de revisões recentes feitas por pesquisadores brasileiros.
O levantamento coordenado por Miloslavich abrangeu tanto a costa do Atlântico como a do Pacífico, na América do Sul, e foi realizado no âmbito de um projeto internacional conhecido como Censo da Vida Marinha, que teve início no ano 2000 e levou cerca de dez anos para ser concluído.
Em relação à plataforma marítima brasileira, o trabalho destaca o grupo dos crustáceos, com 1.966 espécies conhecidas, como o de maior diversidade, seguido pelos moluscos (1.833), peixes (1.294) e poliquetas (987) – juntos, segundo o artigo, esses animais correspondem a 66,79% da biota marinha conhecida no Brasil.
“Esses números, a princípio, pareciam até mais elevados do que algumas estimativas anteriores. Mas, avaliando o artigo profundamente, percebemos que estão subestimados. Somando dados de trabalhos recentes feitos por pesquisadores brasileiros, chegamos ao número de 10.804 espécies diferentes apenas no que diz respeito à fauna marinha. Se considerarmos também a flora, o número pode chegar perto de 13 mil espécies”, afirmou Gasalla.
De acordo com a revisão da literatura compilada por Gasalla, o número de espécies de crustáceos descritos na costa brasileira atingiria de 3.335. Além disso, já seriam conhecidas 1.886 espécies de moluscos, 1.420 de peixes e 987 de poliquetas.
Os cientistas não sabem ao certo qual é a porcentagem da biota marinha ainda desconhecida no Brasil. Acredita-se, no entanto, que esta seja muito alta e que muitas espécies poderão desaparecer antes mesmo de serem descobertas. A pressão antrópica – o impacto causado por atividades humanas como poluição, degradação de habitats por empreendimentos econômicos, expansão do turismo desordenado, introdução de espécies exóticas e atividade pesqueira não manejada – é considerada a principal ameaça à biodiversidade da chamada Amazônia Azul (a costa brasileira).
A zona marinha do país abrangia originalmente uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. Com a extensão da plataforma continental solicitada pelo Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU) na última década, a extensão da Amazônia Azul passou para 4,5 milhões de km2.
Um estudo apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2010 apontou que 40% desse território correspondem às áreas definidas como prioritárias para a conservação da biodiversidade. No entanto, segundo Gasalla, apenas 1,87% da zona marinha brasileira estão protegida em Unidades de Conservação, sendo que em torno de 10% já foram licenciados para a exploração de petróleo e gás natural.
Fonte: PLoS One

 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Foto do dia - Peixe palhaço e anêmona


Índice pontua Brasil com nota 66, em 100, na saúde dos oceanos.

Recife saudável em Fernando de Noronha (PE): a biodiversidade foi um dos quesitos avaliados pelo Índice de Saúde do Oceano / Crédito: Divulgação/Zaira Matheus
Quesitos de avaliação são oportunidades de pesca artesanal; biodiversidade; economia e subsistência costeira; águas limpas; armazenamento de carbono; proteção costeira; identidade local; turismo e recreação; produtos naturais e provisão de armazenamento.
O Brasil ficou na 87ª posição no ranking do Índice de Saúde do Oceano (OHI, na sigla em inglês), que avaliou 221 Zonas Econômicas Exclusivas (ZEE), que correspondem aos territórios oceânicos que banham determinado país, ilha ou território. O país atingiu uma pontuação de 66, de um total de 100 pontos. O resultado está um ponto acima da média global de saúde dos oceanos, que é 65.
O índice, calculado pela primeira vez em 2012, é resultado de uma parceria de dezenas de cientistas que desenvolveram uma metodologia para medir a qualidade dos oceanos em escala global. Dez quesitos são avaliados: oportunidades de pesca artesanal; biodiversidade; economia e subsistência costeira; águas limpas; armazenamento de carbono; proteção costeira; identidade local; turismo e recreação; produtos naturais e provisão de armazenamento.
Os quesitos em que o Brasil foi mais bem avaliado foram oportunidades de pesca artesanal (com 99 pontos), parâmetro definido pela possibilidade de indivíduos praticarem a pesca como atividade de subsistência; e armazenamento de carbono (92 pontos), que corresponde à capacidade do território de preservar as vegetações costeiras, como manguezais, restingas e algas.
Já os quesitos em que o país teve pontuações mais baixas foram provisão de alimentos (24 pontos), índice que mede a capacidade de exploração da pesca e da maricultura; e produtos naturais (15 pontos), referente à capacidade de exportação de produtos como peixes ornamentais, óleo de peixe, algas, conchas, esponjas e produtos de coral. Mundialmente, esses dois quesitos também tiveram médias baixas, porém mais altas que o Brasil: 33 pontos em provisão de alimentos e 31 pontos em produtos naturais.
"A situação continua péssima em todo o mundo. Estamos usando mal os oceanos. Abusamos dos recursos, fazemos ocupação desordenada da costa, poluímos, fazemos um turismo predatório e por causa disso tudo estamos colocando esse grande bioma em risco", afirmou André Guimarães, diretor executivo da Conservação Internacional no Brasil, organização que colabora com o levantamento.
As zonas mais bem colocadas no índice, segundo informações do portal G1, foram as Ilhas Heard e McDonald, região deserta que faz parte da Austrália (94 pontos), a Ilha Saba, que fica no Caribe e faz parte da Holanda (90 pontos) e as Ilhas Howland e Baker, que ficam no Pacífico e fazem parte dos Estados Unidos (88).


10 mil golfinhos são caçados todo ano por pescadores peruanos para servir de isca a tubarões em extinção!

Mais de 10 mil de golfinhos estão sendo mortos por pescadores peruanos para servirem de isca à pesca de tubarões. Ambas as espécies estão em perigo de extinção, sendo os golfinhos, animais protegidos por lei. Há rumores de que essa pode ser a maior matança mundial de golfinhos.
Acompanhando uma equipe de caçadores de golfinhos na costa do Peru, o jornalista Jim Wickens conseguiu presenciar toda a matança através de um financiamento pelo Centro Pulitzer para Relatórios de Crise e muitas negociações com navios pesqueiros da região, até que um capitão aceitou transportá-lo desde que fosse respeitado um rigoroso anonimato em relação aos seus tripulantes e seu barco.
Momentos antes da caça realmente começar, enquanto os navios eram rodeados de golfinhos, Wickens revela que a visão era muito bonita, “Enquanto nosso navio cortava as ondas do Pacífico, os golfinhos agrupavam-se sob a proa se revezando para brincar de navegar na esteira”.
Entretanto, a paisagem aconchegante não durou muito tempo, “eu mal podia aguentar olhar, passando mal com o que viria a acontecer”, disse Wickens.
Pois acima dos golfinhos, no convés do navio pesqueiro peruano, estava seu capitão, empunhando um arpão afiado. Ele firmou-se cuidadosamente, observando o ritmo dos golfinhos ao vir à superfície respirar. Segundo Wickens, houve uma pausa momentânea e, em seguida, o capitão golpeou o animal, arremessando 30 kg de um tubo de aço em suas costas enquanto ele inocentemente nadava ao lado do navio.
Enquanto dois tripulantes puxavam a corda amarrada ao arpão, o golfinho tentava a qualquer custo se desvencilhar no objeto. Ele agonizava de dor e, logo ao chegar ao lado do barco, um gancho de aço brilhante afundou em sua cabeça e o transportou a bordo, com os intestinos saindo da ferida onde o arpão havia penetrado. O corpo do animal ainda estava se contorcendo.
O jornalista revela que um membro da tripulação afiou uma faca e começou a cortar as nadadeiras do golfinho, e as sacudiu no mar. “Enquanto uma poça de sangue grosso e brilhante aumentava, ele começou a tirar a pele das costas do animal”.
Para os tripulantes, os golfinhos são chamados de “porcos do mar”, pois são somente a isca perfeita para a caça de tubarões. Em um dos momentos de assassinato de golfinhos, Wickens conta que precisou filmar cada detalhe, pois “tínhamos que ter uma gravação a qual nós poderíamos recorrer para exibir ao mundo. Mas ainda mais matança estava por vir”. No dia seguinte à caça aos golfinhos, era a vez de realizar a matança em tubarões. Os tripulantes limparam todo o convés e separaram toda a carne do golfinho que havia sido estripado no dia anterior.
 “A carne de golfinho é muito própria para o tubarão azul”, disse o capitão do navio. “Quando você a corta, sangra bastante e o tubarão azul gosta de gordura, e o golfinho é gordura pura”. E continuou, “Eu compreendo que a caça do golfinho é ilegal. Mas para mim, ela é necessária. Eu faço isso para manter meus gastos. Eu posso diminuir meus custos, porque a isca para tubarão é muito cara. A maioria dos barcos que pescam, possuem arpões que estão prontos para uso”.
Os membros da tripulação espetavam a carne do golfinho caçado em ganchos e os amarravam em linhas de pesca. Depois lançavam milhares desses ganchos pela água. Os tripulantes de preparavam para a segunda matança com energizantes naturais, que os manteriam acordados durante a noite da caça.
O primeiro tubarão chegou no meio da noite, de surpresa, conta Wickens. “Nadando no seu habitat natural sobre a água, o tubarão azul era uma linda visão, seu torso arredondado e grandes olhos dotavam-no de uma elegância suave”.
Mas esta elegância também durou pouco tempo. O tubarão foi arpoado e, em poucos segundos, ele foi arrastado por cima da amurada e se chocou contra convés, se debatendo. Em seguida, a equipe o imobilizou. Um cortou todo o seu focinho, bem na frente de seus olhos brancos.
“No buraco aberto com o golpe, uma haste longa e fina foi inserida rapidamente para baixo da coluna vertebral do tubarão e, afinal os golpes cessaram. Sua barriga foi aberta, os interiores lavados e a carcaça do tubarão jogada para um lado do convés.
Esse seria o primeiro de uma dúzia de tubarões que o barco pegaria, mataria e cortaria aquela noite”, disse Wickens.

Uma hora depois o motor desacelerou novamente entre gritos entusiasmados da tripulação do convés. Todos os quatro homens deixaram seu trabalho para ajudar a puxar a linha. Eles haviam capturado um enorme tubarão tresher, uma espécie recentemente classificada como próxima da extinção.
Com várias centenas de quilos, sua alongada nadadeira característica da espécie media sozinha 6 metros.
Wickens revela que, “por um momento ou dois, era ainda uma linda criatura marinha e então as facas o cortaram e foi jogada à pilha crescente de carne”.
“Mas o pior ainda estava por vir. Outro tubarão azul foi trazido à superfície, ainda se debatendo na água. Quando sua barriga foi aberta, dúzias de perfeitos bebês tubarões deslizaram para fora, contorcendo-se no convés”. A crueldade dos assassinos era tanta que, ao pedir que colocassem os filhotes no mar, eles riram de Wickens.
Esta foi a prova absoluta de toda a crueldade na caça aos golfinhos e tubarões. Exausto com as mortes presenciadas, Wickens deixou o convés com “tubarões se contorcendo sob ganchos bestiais” e desceu para a cabine.
Segundo o jornalista, “Em todos os sentidos, eu tinha tido – e visto – o suficiente”.
Fonte: http://www.anda.jor.br

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Águas-vivas têm mecanismo de propulsão otimizado, diz estudo


Anel induz uma região de alta pressão (em vermelho e laranja) sob o corpo da água-viva. Foto: Brad Gemmell/Divulgação

Medusas têm sistema único de recaptação de energia durante o nado.
Estratégia melhora os 'custos energéticos' do nado em 48%, diz estudo.

Um estudo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy os Sciences of the United States of America” (PNAS) concluiu que as águas-vivas, ou medusas, têm o mecanismo de propulsão mais eficiente do mundo animal.
Intrigava os cientistas o fato de as águas-vivas terem a habilidade de se multiplicar e tomar conta de ecossistemas perturbados, mesmo sendo consideradas nadadoras ineficientes e precisando de contato direto com as presas para se alimentar.

Para entender como as águas-vivas conseguem competir e superar caçadores mais eficientes, como os peixes, os pesquisadores passaram a investigar o mecanismo de propulsão da medusa. A conclusão foi que a água-viva tem um mecanismo único de recaptação de energia, que reduz os gastos de energia dos músculos utilizados no nado.
No nado da medusa, a aceleração é atingida na fase de contração e a desaceleração, na fase de relaxamento. Ao observar a dinâmica da medusa na água, os autores concluíram que, na fase de relaxamento, o anel que fica sob o corpo do animal, por onde flui a água, gera uma pressão positiva, proporcionando um impulso extra que análises anteriores não haviam levado em conta.
“Estimamos que a demanda metabólica reduzida por recaptura de energia passiva melhora os custos energéticos do transporte em 48%, permitindo que as medusas atinjam grandes distâncias para encontrar as presas necessárias”, diz o estudo, da Universidade Roger Williams, dos Estados Unidos.