sexta-feira, 9 de julho de 2010

Cientistas descobrem superpênis de lula


1. Lula - Onykia ingens -Pênis em repouso

2.Lula- Onykia ingens - pênis ereto (67 cm)

Cientistas britânicos revelaram pela primeira vez detalhes da vida reprodutiva de lulas que vivem no fundo do mar depois da descoberta de uma lula macho com um pênis ereto quase do tamanho do corpo do animal.
Segundo um artigo publicado na revista especializada Journal of Molluscan Studies, os cientistas descobriram que o órgão injeta pequenos “pacotes” de espermatozóides no corpo da fêmea.
O biólogo marinho e especialista em peixes de águas profundas Alexander Arkhipikin disse que o animal foi capturado durante um cruzeiro de pesquisa.
“A lula adulta foi recolhida durante um cruzeiro de pesquisa em uma área da Patagônia. Tiramos o animal da rede, ele estava moribundo, com braços e tentáculos ainda se movendo, e cromatóforos na pele se contraindo e expandindo”. “Quando abrimos o manto da lula para avaliar sua idade, testemunhamos um fato incomum.” “O pênis da lula, que havia se estendido apenas um pouco além da margem do manto, de repente se tornou ereto e se alongou rapidamente até um total de 67 centímetros, quase o mesmo tamanho do animal.”
A agitação sexual do molusco pegou os cientistas de surpresa, mas sua ocorrência ajudou a resolver o mistério de como as lulas se reproduzem no fundo do mar.
Reprodução
Os biólogos possuem mais conhecimento sobre como os cefalópodes de águas rasas se reproduzem - o grupo inclui polvos, alguns tipos de lula e a sépia.
A parte mais característica do corpo dos cefalópodes é a estrutura fechada parecida com um capuz chamada de manto, que forma a maior parte do que parece ser o corpo e a cabeça dos animais.
Eles usam o manto para se mover por um mecanismo de propulsão e precisam ventilá-lo para respirar. O manto ainda protege e esconde seu sistema de excreção e os órgãos sexuais.
Sua forma física, no entanto, representa um desafio para os cefalópodes machos: como transportar o sêmen para fora do manto e como mantê-lo dentro da cavidade das fêmeas, tendo em vista a movimentação de água dentro do manto para que elas possam se mover e respirar?
Os cefalópodes de água rasa desenvolveram um braço especial para fazer o serviço. Eles têm pênis curtos, que produzem os “pacotes” de espermatozóides – chamados espermatóforos – e um de seus oito braços é modificado para transferi-lo para o receptáculo especial da fêmea. Esses receptáculos normalmente são localizados na pele, ou na cavidade interna da fêmea.

Sabia-se que as lulas de água profunda usavam um método mais primitivo, que envolvia, de alguma forma, a transferência dos espermatozóides para o corpo da fêmea. Mas os biólogos não tinham idéia de como esse processo era realizado, já que as lulas de água profunda não têm braços modificados.
“A gente tinha apenas suspeitas de como isso poderia ocorrer em águas profundas”, disse Arkhipkin. Até hoje, acreditava-se que elas lançavam os espermatóforos à distância, para que alcançassem as fêmeas.

Mas a pesca da lula da espécie Onykia ingens revelou a resposta.
“Obviamente, um pênis fortemente alongado é a solução”, disse o biólogo.
Com o órgão, a lula macho chega até o corpo da fêmea e injeta os espermatozóides diretamente, para evitar que ele seja levado pela água. Os cientistas, no entanto, ainda não sabem como esse espermatozóide chega até o órgão reprodutor da fêmea.
Até hoje, pouquíssimos espécimes de lulas gigantes (Architeuthis dux), ou de seu parente ainda maior, a lula colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni), foram vistos ou recolhidos do mar.
Para Arkhipkin, é provável que estas se reproduzam de forma semelhante à lula capturada. Matt Walker Editor da BBC Earth News
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/07/100707_lulapenis_ba.shtml

Polvo 'oráculo' prevê que Espanha vencerá na semifinal



Um polvo que está sendo usado como oráculo previu que a Espanha vai ganhar da Alemanha na semifinal da Copa.
O polvo Paul, que vive em um aquário cidade alemã de Oberhausen, teve até agora 100 por cento de acerto nas previsões para os jogos da Alemanha.
O time é determinado dependendo de qual caixa Paul tira escolhe para tirar um mexilhão para comer.
Agora, após sua mais recente previsão, muitos alemães esperam que ele erre pela primeira vez.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Foto de Ofiuróide em Angra dos Reis

Locomoção em estrelas-do-mar e outros aspectos


Observe esta estrela-do-marEla estava enterrada na areia, quando um mergulhador cruzou seu caminho.
Os equinodermos(do grego echinos, espinho + derma, pele) são assim denominados por possuirem espinhos recobertos por uma camada de epitélio.
Outros animais classificados como equinodermas são os ouriços-do-mar, as holotúrias,os ofiuróides, os lírios-do-mar e as bolachas da areia.
Neste blog existe várias postagens sobre representantes deste filo.
São animais marinhos, de vida livre, exceto por alguns crinóides (lírios-do-mar) que vivem fixos ao substrato rochoso (sésseis) e possuem simetria radial.
Os equinodermos, tipicamente, possuem um sistema hidrovascular ou sistema aquífero (também denominado sistema ambulacral), que funciona na locomoção destes animais. O sistema ambulacral ou hidrovascular funciona através de um sistema de canais hidráulicos, nos quais a diferença de pressão produz movimentos físicos. Também existem ventosas nas extremidades dos canais que permitem ao animal fixar-se ao substrato, exceto nos representantes da classe Ophiuroidea.
Os equinodermos não têm cérebro, embora alguns possam ter gânglios nervosos.
Eles têm um sistema nervoso radial simples que consistem em uma rede nervosa modificada (neurônios interconectados sem nenhum órgão central) e composto por anéis nervosos nervos radiais em volta da boca, se estendendo por cada braço. Os ramos desses nervos coordenam o movimento do animal.
Os espinhos estão presentes em diversos formatos nos grupos de equinodermos, e atuam com a função de proteger o animal e para a locomoção. Podem ser recobertos por substâncias de caráter tóxico.
A forma com que se alimentam também é muito curiosa. Elas, por não terem dentes ou outra estrutura do gênero, lançam, muitas vezes, seu estômago para fora do organismo, só assim capturando seu alimento e já ingerindo a criatura diretamente.
Os sexos, normalmente, são separados. A reprodução sexual tipicamente consiste de liberação de óvulos e espermas na água, com a fecundação acontecendo externamente.
Estes animais se aproximam muito dos cordados por possuírem celoma verdadeiro (de origem enterocélica) e por serem deuterostômios, ou seja, o orifício embrionário conhecido como blastóporo origina o ânus dos indivíduos.
Na fase larval os equinodermos possuem simetria bilateral, vindo desenvolver a simetrial radial somente no adulto. As larvas são livres natantes e semelhantes a embriões de cordados
A estrela-do-mar e alguns outros equinodermos possuem uma incrível capacidade de regeneração.Os Equinodermas são invertebrados exclusivamente marinhos, não possuindo representantes que habitem o meio terrestre ou dulcícola.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Veneno que cura!

Conus abrolhosensis Petuch, 1987
Locality: Parcel das Paredes, Abrolhos,Brazil; 20m
Photo Credit: Alan J. Kohn .

Veneno de gastrópode marinho do gênero Conus (Mollusca) pode se tornar novo tratamento padrão para dor crônica - as neuropatias.
Veneno de gastrópode marinho do gênero Conus pode se tornar o novo tratamento padrão para dor crônica, (neuropatias) de acordo com um novo estudo.
Os tratamentos atuais para dor neuropática usam normalmente morfina, que é altamente viciante, e gabapentina. Ambos agem em receptores nervosos.
O veneno do gastrópode marinho já havia sido sugerido com uma possível alternativa, porque é formado por uma mistura de peptídeos conhecidos como conotoxinas. Esses peptídeos bloqueiam a condução nervosa em presas do molusco, mas, em mamíferos, eles agem como analgésicos eficazes.
A única droga derivada de conotoxina aprovada para uso em humanos é ziconotida. A droga, porém, é suscetível a quebra por enzimas na saliva e intestino. Sua administração ocorre por meio de uma bomba inserida cirurgicamente na parede abdominal, tornando o tratamento invasivo e caro.
Para resolver esse problema, David Craik e sua equipe da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram a primeira droga de conotoxina ativa por via oral.
Eles começaram a pesquisa com uma versão sintética de conotoxina. As enzimas quebram a toxina normalmente pelas pontas da molécula. Para evitar esse problema, a equipe uniu as duas pontas da conotoxina, criando uma estrutura molecular circular. Essa nova versão da molécula mostrou-se resistente às enzimas.
Em seguida, a equipe de Craik testou a conotoxina em ratos com dor neuropática. Eles descobriram que uma única dose oral reduziu significativamente a dor usando um teste padrão – quanta pressão o rato poderia aguentar antes de retirar sua pata. A conotoxina foi considerada 100 vezes mais potente quando comparada com gabapentina.
A conotoxina é tão poderosa que doses bem pequenas já são suficientes para surtir efeito, reduzindo os riscos de efeitos colaterais, disse Craik. Sua equipe entrou com um pedido no FDA (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos EUA) para a realização de testes em humanos.
O estudo foi publicado no periódico “Angewandte Chemie”.
Fontes:
1. http://biology.burke.washington.edu/conus/
2. http://www3.interscience.wiley.com/journal/61500995/abstract
3. www.ambientebrasil.com.br
Acessos: 16.06.10

terça-feira, 15 de junho de 2010

Por um mar sem fim!


Pomacanthus arcuatus-Abrolhos © Greenpeace / Alcides Falange
Dados do governo federal brasileiro apontam que 80% das espécies marinhas exploradas pela atividade pesqueira encontram-se em algum nível de risco. Para evitar que esses níveis se agravem, é preciso desenvolver uma política nacional de conservação dos nossos mares que inclua a criação e implementação de Áreas Marinhas Protegidas e uma maior governança pesqueira, visando o fim da pesca ilegal e predatória.

O Brasil tem uma longa história de ligação com o mar. É na costa que se concentra a maior parte da nossa população e são nas praias que essa massa de pessoas se diverte nos fins de semana de sol. O que poucos imaginam é que este lazer está ameaçado.
Mas quem precisa do mar para sobreviver – como os pescadores que capturam peixes cada vez menores– ou os cientistas que estudam a qualidade da água no nosso litoral, sabe muito bem que a ameaça é real.
Em 2007, o Greenpeace realizou uma pesquisa com mais de 40 especialistas, entre membros do governo, representantes de ONGs e pesquisadores acadêmicos. Todos foram unânimes em dizer que nossas águas estão se afogando em problemas por conta da gestão desordenada, da insuficiência de áreas protegidas capazes de repor nossos estoques pesqueiros e da vulnerabilidade dos oceanos às mudanças climáticas.
Esse estudo serviu de base para a criação da Campanha de Oceanos do Greenpeace, que tem com o objetivo primordial a criação de Áreas Protegidas em 30% da extensão da zona marítima sob jurisdição brasileira e conscientizar as pessoas sobre a relevância da conservação marinha.
Gestão desordenada
Atualmente, a gestão dos mares é disputada por três órgãos que raramente atuam de forma coordenada. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) é responsável pelo ordenamento costeiro e pela fiscalização da pesca. O Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA) segue na contramão, pois sua função é justamente a de incentivar a exploração dos recursos pesqueiros. Ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobra a tarefa de zelar pela biodiversidade, coisa que por sinal ele não faz muito bem.
Menos de 1% da águas brasileiras, um colosso que se estende por 8.688 quilômetros de costa e se prolonga por 200 milhas Oceano Atlântico adentro, está sob proteção. As três Áreas Marinhas Protegidas mais relevantes do país – a Reserva Biológica do Atol das Rocas e os Parques Nacionais de Abrolhos e Fernando de Noronha – foram criadas antes de 1988. É fundamental retomar a política de criação de reservas marinhas para repor os estoques de peixes e garantir a qualidade de um litoral cuja economia depende muito do turismo marítimo.
A pesca comercial não vem respeitando orientações que permitem a reposição dos estoques, como não ultrapassar cotas de captura, atuar somente com licenças de pesca, utilizar técnicas não predatórias, respeitar áreas e períodos de reprodução das espécies, além de tamanho mínimo dos indivíduos de cada espécie.
Presente em 71% da superfície da Terra, os oceanos são peça-chave para o equilíbrio do clima, das correntes marinhas, correntes de ventos e temperatura do planeta. Eles têm papel relevante na variação de temperatura e são sumidouros de carbono, capturando as emissões provocadas pela atividade humana de CO2, que contribuem para o aquecimento global. O problema é que a poluição e o uso predatório dos recursos marinhos podem desequilibrar essa função reguladora dos mares no clima, pondo em risco a vida marinha e os 2/3 da população mundial que vivem à beira-mar.
O que queremos
- Criação de áreas marinhas protegidas em 30% de nossas águas territoriais e, globalmente, para que o mundo destine 40% de suas águas oceânicas para reservas marinhas;
- Uma política nacional de oceanos marcada pela coordenação entre os órgãos responsáveis;
- Regulamentação definitiva da atividade pesqueira – incluindo a fiscalização contra técnicas de pesca predatórias como o arrasto;
– Conscientização da população sobre a conservação dos oceanos;
- Pressão sobre a diplomacia brasileira para que ela aja em fóruns internacionais no sentido de proteger a biodiversidade marinha global.
Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Oceanos/
Acesso: 15 de junho 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hoje é dia de Bioluminescência! veja os vídeos abaixo.

Bioluminescência (do grego "bios" (vida) e do latim "lumen" (luz)) é a produção e emissão de luz fria por um organismo vivo, como resultado de uma reação química durante a qual energia química é transformada em energia luminosa.
Esta transformação ocorre entre o substrato de uma proteína denominada luciferina, oxidada por uma enzima, denominada luciferase. Nessa reação, a luciferase oxida a luciferina consumindo uma molécula de trifosfato de adenosina (ATP). A molécula de luciferina, agora excitada energéticamente, libera esse energia química na forma de energia luminosa.
A bioluminescência ocorre em diversos grupos de organismos, desde organismos, metabolicamente, mais simples, como as bactérias, algas, fungos, celenterados, ctenóforos, moluscos, até em organismos complexos, como é o caso dos insetos e peixes .





quarta-feira, 26 de maio de 2010

Peixes abriram caminho para os vertebrados.O que há de novo nesta questão?





Pesquisa feita por estudante da Universidade de Chicago aponta que animais marinhos que sobreviveram a extinção em massa há milhões de anos deram origem a inúmeras espécies atuais, incluindo o homem

Tudo aconteceu cerca de 360 milhões de anos atrás, durante o Período Devoniano (o quarto da Era Paleozoica), após o surgimento das primeiras vegetações e numa época em que peixes bizarros habitavam os mares: alguns dos chamados placodermos mediam até 10m de comprimento, apresentavam uma espécie de blindagem e mandíbulas poderosas.
Foi então que esses animais desapareceram, em um episódio ainda considerado um mistério para a ciência, denominado Evento Hangenberg. E foi a extinção dos peixes primitivos que abriu espaço para o surgimento de todos os vertebrados modernos, inclusive o homem.
A conclusão faz parte de um estudo publicado pela revista científica Proceedings of National Academy of Science (PNAS) e coordenado pela estudante de graduação em biologia e anatomia do organismo Lauren Sallan, da Universidade de Chicago.
"Suspeitamos que houve algum tipo de reviravolta entre os períodos Devoniano (entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás) e Carbonífero (354 milhões e 290 milhões), com base nos registros fósseis e em estudos recentes", afirmou Lauren ao Correio, em entrevista por e-mail.
De acordo com ela, a transição dos peixes pré-históricos para os animais vertebrados modernos foi repentina. "O Evento Hangenberg eliminou a maior parte das espécies dominantes do Devoniano, destruindo os ecossistemas existentes e diminuindo as chances de sobrevivência", explica a estudante.

"Um punhado de outras espécies, incluindo os peixes Acanthodii (ósseos e cartilaginosos), sobreviveu, mas nunca se recuperou totalmente, tornando-se vítima eventual da extinção. Entre as espécies que resistiram estão os tetrápodes marinhos de cinco dedos, ancestrais dos vertebrados modernos, e os tubarões - ambas raras no Período Devoniano", acrescenta Lauren.

A pesquisadora explica que, depois de um período de recuperação, esses animais se diversificaram em formas distintas e prepararam o terreno para a atual biodiversidade.

Apesar da escassez dos registros fósseis dos primeiros vertebrados, Lauren e seu professor Michael Coates usaram uma base de dados mais ampla dos períodos Devoniano e Carbonífero e realizaram análises ecológicas.

"Pudemos detectar uma reviravolta da fauna, ou uma extinção em massa. Percebemos que os placodermos desapareceram no fim do Período Devoniano", conta a cientista. Culpa do Evento Hangenberg, representado pela deposição de folhelhos (rochas sedimentares) por todo o planeta.

"As causas do aniquilamento dos peixes pré-históricos são desconhecidas. Recentemente, comprovou-se que as geleiras existiam nos trópicos durante a extinção, bem como no Polo Sul", explica Lauren, comparando o fenômeno a uma era glacial. "Como resultado, o nível dos mares caiu drasticamente, lançando áreas marinhas sobre regiões do continente", acrescenta.

Sorte

Lauren vê a sorte como explicação para o fato de os vertebrados modernos terem conquistado uma posição de domínio. "Acreditava-se que eles tivessem assumido a fauna por meio de alguma vantagem competitiva. No entanto, temos mostrado que não há nada intrinsecamente melhor", admite.

Ao mesmo tempo, os tetrápodes conquistaram terreno de forma progressiva, depois de quase serem eliminados. "Talvez, uns poucos sortudos tenham sobrevivido para se tornarem ancestrais dos animais terrestres da atualidade", diz.

Os cientistas teorizavam que o Evento Kellwasser - uma das cinco maiores extinções da história da Terra -, no fim do Devoniano, teria sido responsável pela reestruturação dos invertebrados marinhos. A análise de Lauren e Michael destacou uma mudança crítica nessa diversidade, apenas 15 milhões de anos depois.

Após essa extinção, ocorreu um período de 15 milhões de anos durante o qual os tetrápodes quase não existiram. Os dados dos estudos da Universidade de Chicago pressupõem que esse vácuo representou uma espécie de ressaca após o Hangenberg.

"Algo classicamente visto após uma extinção é um vácuo nos registros de sobreviventes", esclarece Lauren. "Você tem uma diversidade de fauna muito reduzida, porque a maior parte das coisas foi dizimada", acrescenta.

Segundo Michael, os eventos de extinção removeram uma imensa quantidade de biodiversidade. "Isso molda o mosaico de biodiversidade que persiste até os dias atuais", diz.
Rodrigo Craveiro

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cientistas descobrem no Marrocos 1,5 mil fósseis de invertebrados

Águas calmas e condições químicas favoráveis ajudaram a preservar os fósseis. (Foto: Nature/Reprodução)

Animais marinhos viveram há mais de 470 milhões de anos.
Sem ossos, esses animais deixaram poucas 'pistas' para estudiosos.
Paleontólogos da Universidade de Yale, nos EUA, descobriram mais de 1,5 mil fósseis de animais marinhos invertebrados que viveram entre 480 e 472 milhões de anos atrás, durante o período Ordoviciano.
As descobertas, feitas no Marrocos, ajudarão a entender como funcionavam os ecossistemas nessa época, quando houve uma grande diversificação das espécies e a maioria da vida na Terra ainda era encontrada nos oceanos.
Muitos dos fósseis são completos e incluem esponjas, vermes anelídeos, moluscos e caranguejos-ferradura. Como não possuíam ossos, esses animais deixaram poucas pistas para os paleontólogos. No Marrocos, águas calmas e condições químicas favoráveis contribuíram para a preservação das criaturas.
O achado foi publicado na última edição da revista científica "Nature".