sexta-feira, 25 de março de 2011

Cobre tem efeito no metabolismo de espécies marinhas invasoras

Biofixação - Fixação de organismos em substratos artificiais como as bóias, as plataformas de marinas, as plataformas petrolíferas ou os cascos dos navios.
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O estudo das invasões biológicas no meio marinho tem ganho cada vez mais relevo no contexto das alterações climáticas. Vários trabalhos científicos já comprovaram que, com o aquecimento das águas oceânicas, há variadas espécies tropicais que migram em direção aos pólos, tal como acontece com as comunidades bentônicas, que ao nível da biofixação, em particular, têm registado cada vez mais espécies invasoras.
As baías e os estuários são conhecidos por terem maior probabilidade de conter espécies invasoras e por serem ricas em poluição por metais, como o níquel, o zinco ou o cobre. Neste último caso, investigações anteriores não detetaram qualquer efeito poluidor em espécies nativas e exóticas. Contudo, um artigo publicado na revista americana PLoS ONE, vem admitir o contrário, trazendo uma nova perspectiva sobre o assunto.
João Canning Clode,biólogo português, atualmente, desenvolvendo um projeto de pós-doutorado no Smithsonian Environmental Research Center (EUA), estuda, desde 2009, padrões na ecologia de invasão em comunidades marinhas bentônicas (que dependem de fundos rochosos) na América Central e América do Norte.
Neste sentido, tem realizado várias experiências de campo para explorar o papel da escala espacial e os efeitos da poluição na biodiversidade, nativa e não-nativa, destas comunidades bentônicas e certificar-se do papel da latitude neste padrão.
"Verifiquei que quer as espécies nativas, quer as exóticas mostraram-se sensíveis ao gradiente de cobre que criei, ou seja, o número [de ambas] diminuiu com o aumento da exposição a este metal", revelou ao "Ciência Hoje".
De acordo com o biólogo, este estudo "contradiz outros anteriores que verificaram o oposto padrão noutras localidades", indicando que o cobre é um "elemento importante" a ter em conta em estratégias de controle e erradicação de espécies marinhas invasoras.
Apesar desta conclusão, João Canning Clode suspeita que os resultados podem ser afetados por especificidades locais, como a temperatura ou salinidade, pelo que ampliou o estudo a uma escala mais global, desenvolvendo o mesmo projeto no Panamá, México, Florida, Virginia e Connecticut. Porém, estes dados ainda estão sendo analisados.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CALENDÁRIO DE CURSOS 2011

A equipe do Projeto Biomar informa que já se encontram abertas as inscrições para os cursos teóricos-práticos para 2011.
Os cursos são personalizados, quanto ao conteúdo, carga horária e estratégia operacional para se adaptarem a faixa etária dos alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
Maiores informações:
site:
projetobiomar.com.br
blog:
projetobiomar.blogspot.com
projetobiomar
@projetobiomar.com.br
Esperamos você e sua escola em 2011!
Prof. Nilo Serpa e Equipe


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Equipe do Projeto Biomar deseja que o clima em 2011 seja de

Saúde
Paz
Alegria
Qualidade ambiental
Novas oportunidades e
Muito sucesso
!

Boas Festas!
Equipe do Projeto Biomar

Se Jesus tivesse nascido hoje!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CALENDÁRIO 2011

As reservas de datas e cursos - 2011 do Projeto Biomar já estão abertas!
O Projeto Biomar oferece cursos de enriquecimento curricular para alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
O Projeto Biomar, em parceria com Instituições de Ensino,também, proporciona cursos de extensão universitária, dirigidos a graduandos ou graduados na área de Ciências da Natureza e áreas afins e, também, para a comunidade em geral.
Os cursos possuem uma visão sistêmica da vida e uma metodologia transdisciplinar, sendo planejados e implementados com a participação das equipes do Projeto Biomar e dos professores da Instituição de Ensino.
Os cursos acontecem entre os meses de abril a setembro de cada ano.
Reserve sua data com antecedência!
Aguardamos seu contato!
Um abraço da Equipe do Projeto Biomar
4. 31 - 9733 8814

Cientistas analisam tipos de alga que teriam um bilhão de anos

Verdigellas teriam origem em organismos de milhões de anos.
Cientistas que estudavam duas espécies de algas que crescem em regiões profundas dos oceanos concluíram que elas podem ter surgido há cerca de um bilhão de anos e seriam verdadeiros “fósseis vivos”.
A descoberta, feita por uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos e da Bélgica, pode transformar as teorias sobre quais plantas seriam as precursoras de todas as plantas verdes existentes hoje.
Os estudiosos recolheram amostras de algas que já eram conhecidas e pertenciam a dois gêneros, Palmophyllum e Verdigellas.
Elas foram encontradas a cerca de 200 metros no fundo do mar e, segundo os estudiosos, possuem pigmentos especiais que permitem aproveitar a luz que chega a essa profundidade para fazer a fotossíntese.
Os cientistas foram os primeiros a analisar o genoma dos dois organismos. E foi esta análise que revelou a impressionante origem dessas algas.
As conclusões da equipe foram publicadas na revista científica Journal of Phycology.
Diferentes
As plantas verdes até hoje foram classificadas em dois grandes grupos, ou clados - grupos de espécies com um ancestral comum.
Um deles inclui todas as plantas terrestres e as algas verdes com estruturas mais complexas, conhecidas como carófitas. O outro clado, o das clorófitas, abrange todas as algas verdes restantes.
A maioria dos estudos feitos anteriormente tentou determinar quais plantas antigas deram origem às carófitas, mas houve poucas pesquisas sobre a origem das outras algas verdes.
O cientista Frederick Zechman, da California State University, em Fresno, e sua equipe coletaram e estudaram amostras de Palmophyllum encontradas na região da Nova Zelândia (Oceano Pacífico), e Verdigellas da região oeste do Atlântico.
Elas são bastante peculiares, porque embora sejam multicelulares, cada uma de suas células não parece interagir com as outras de forma significativa.
Cada célula está acomodada sobre uma base gelatinosa que pode dar origem a formas complexas, como caules.
Os cientistas analisaram o DNA nas células das algas e concluíram que, em vez de pertencer ao clado das clorófitas, as duas espécies pertenceriam, na verdade, a um grupo novo e distinto de plantas verdes, que é incrivelmente antigo.
Algas analisadas têm estrutura celular diferente de outras.
Os cientistas acham que elas são tão diferentes, que deveriam ser classificadas em uma ordem própria.
"Ao compararmos essas sequências genéticas aos mesmos genes em outras plantas verdes, descobrimos que essas algas verdes estão entre as primeiras plantas verdes divergentes, ou seriam talvez a primeira linhagem divergente de plantas verdes", disse Zechman à BBC.
Se este for o caso, segundo o cientista, essas algas poderiam ter surgido há um bilhão de anos.
Progenitoras das Plantas
Para ele, a descoberta poderia "transformar" nossa visão sobre que planta verde foi o ancestral de todas as que existem hoje.
Até o presente, os cientistas acreditavam que a progenitora das plantas verdes seria uma planta unicelular com uma estrutura em forma de cauda chamada flagelo, que permitia que a planta se movesse na água.
Mas a equipe de Zechman não encontrou flagelos nas algas observadas, o que pode ser uma indicação de que as plantas verdes mais antigas do planeta podem não ter tido flagelos.
Zechman disse que as algas estudadas por sua equipe podem ser qualificadas como "fósseis vivos", embora não se tenha conhecimento da existência de fósseis reais dessas algas.
Sua habilidade de utilizar luz de intensidade baixa permite que cresçam em águas profundas - o que pode ser a chave de sua impressionante longevidade.
Em profundezas como essas, as plantas sofrem menos perturbações provocadas por ondas, variações de temperatura e por predadores herbívoros que poderiam se alimentar delas.
Matt Walker - Editor da BBC Earth News

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CALENDÁRIO 2011


As reservas de datas e cursos - 2011 do Projeto Biomar já estão abertas!
O Projeto Biomar oferece cursos de enriquecimento curricular para alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
O Projeto Biomar, em parceria com Instituições de Ensino,também, proporciona cursos de extensão universitária, dirigidos a graduandos ou graduados na área de Ciências da Natureza e áreas afins e, também, para a comunidade em geral.
Os cursos possuem uma visão sistêmica da vida e uma metodologia transdisciplinar, sendo planejados e implementados com a participação das equipes do Projeto Biomar e dos professores da Instituição de Ensino.
Os cursos acontecem entre os meses de abril a setembro de cada ano.
Reserve sua data com antecedência!
Aguardamos seu contato.
Equipe do Projeto Biomar

Prêmio internacional de fotografia -Tamar


O coordenador nacional do Projeto Tamar/ICMBio, Guy Marcovaldi, ganha prêmio internacional de fotografia.
O coordenador nacional do Projeto Tamar/ICMBio, oceanógrafo e fotógrafo Guy Marcovaldi, ficou no primeiro e segundo lugares no 2010 Ocean in Focus Conservation Photo Contest. Promovido pela SeaWeb – Leading Voices for a Healthy Ocean, o prêmio anual é concedido à melhor fotografia sobre conservação dos oceanos do mundo, e que passa a integrar o banco de imagens Marine Photobank.
A SeaWeb é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que trabalha com a comunicação para criar a cultura da conservação dos oceanos. O objetivo do prêmio é reunir registros dos impactos humanos no oceano para conservar a vida marinha.
A fotografia ganhadora retrata tartarugas marinhas mortas, capturadas por uma rede de pesca. De acordo com Guy Marcovaldi, cerca de 17 tartarugas estavam presas à rede. Com a ajuda de pescadores, foi possível retirar a rede do mar e observar o que havia ocorrido.
A pesca incidental por diversas artes de pesca é uma das principais ameaças às tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil. Desde 2001, o Tamar desenvolve programas buscando soluções para minimizar o problema, como os observadores de bordo, substituição de anzóis J por anzóis circulares e campanhas educativas.
A fotografia que ficou em segundo lugar retrata um albatroz capturado por um anzol. Explicando o contexto em que a foto foi tirada, Marcovaldi fala sobre a triste realidade que testemunha, quase todos os dias, quando sai ao mar em viagens de pesquisa:
“Linhas de pesca são uma grande fonte de captura e mortalidade de tartarugas marinhas e albatrozes. Para esta foto em particular, a pesquisadora Tatiana Neves, do Projeto Albatroz, me mostrou um animal capturado. Eu, sinceramente, prefiro belas fotografias, de animais vivos e, melhor ainda, ligados às pessoas. Mas entendo que também precisamos mostrar os fatos tristes que fazem parte da realidade. Esta é uma cena comum que acontece todos os dias nos espinhéis”.
Leia entrevista com Guy Marcovaldi, no site da SeaWeb.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cientistas descobrem novas espécies nas profundezas do Atlântico


Cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, anunciaram ter descoberto mais de 10 espécies marinhas após explorar as profundezas do Oceano Atlântico.

O fotógrafo David Shale, que registrou várias espécies, disse à BBC Brasil que "muitas destas criaturas nunca foram vistas antes".
Segundo os pesquisadores, o resultado da expedição pode revolucionar o conhecimento sobre a vida no mar profundo.
O grupo usou uma sonda britânica de exploração controlada remotamente e que é capaz de alcançar uma profundidade de 3,6 mil metros.
Entre as criaturas capturadas pela equipe do programa internacional de pesquisas MAR-ECO, foi encontrado um grupo que se acredita estar próximo do elo evolucionário que falta entre animais invertebrados e vertebrados.
Muitas outras espécies raras foram coletadas durante a viagem de seis semanas a bordo do navio de pesquisas James Cook.
O estudo, que utilizou a tecnologia submarina mais recente, ocorreu em junho/10.
Link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/07/100707_vida_marinha_galeria_aw.shtml
© BBC 2010


Fotos revelam mundo transparente e colorido dos anjos-do-mar

Uma fotógrafa e bióloga marinha divulgou fotos inéditas com imagens raras e ricas em detalhes de uma lesma marinha conhecida como anjo-do-mar.
As fotos, de Natalia Chervyakova, da Universidade Estadual de Moscou, mostram anjos-do-mar (Clione limacina) em detalhes, translúcidos e com nadadeiras que parecem asas, dando a eles uma aparência de anjo.
As fotos das minúsculas criaturas, que medem entre 5 e 8 milímetros, foram capturadas por câmeras submarinas especiais no Mar Branco, na Rússia.
Para capturar as imagens, Chervyakova passou várias horas na água com o mínimo de movimentação, porque as criaturas reagem a qualquer distúrbio.
Pouco se sabe sobre estas criaturas que nadam sob o gelo ártico. Anjos-do-mar caçam somente borboletas-do-mar (Limacina helicina), moluscos que são sua única fonte de alimento.
As borboletas-do-mar, porém, aparecem apenas durante um curto período de tempo e não se sabe como os anjos-do-mar se alimentam quando os pequenos moluscos não estão por perto.
Fonte: BBC
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/07/100708_anjosdemonios_galeria_aw.shtml