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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Expedição ao 'continente de plástico' do Atlântico Norte

Uma nova expedição científica partirá no início de maio em direção ao "7º continente", uma das gigantescas regiões onde se acumulam os resíduos de plástico nos oceanos, neste caso no Atlântico Norte.

No ano passado, no Pacífico, "pudemos constatar que este 7º continente existe", explica à AFP Patrick Deixonne, de 49 anos, que lançou o projeto depois de se deparar com esta ilha de poluição durante uma competição de remo em 2009.
"Desta vez sabemos o que vamos encontrar, vamos tentar colocar em andamento coisas que nunca haviam sido feitas para estudar o fenômeno", acrescenta este ex-bombeiro da Guiana.
Uma equipe de nove pessoas partirá da Martinica, nas Antilhas, no dia 5 de maio a bordo de um catamarã de 18 metros.
A expedição - organizada com o CNES, a agência especial francesa, a ESA, a agência espacial europeia, o centro de pesquisa francês CNRS e a instituição científica Mercator Ocean - durará três semanas.
"Vamos tentar alcançar o coração do giro oceânico no centro do mar dos Sargaços", no Atlântico norte, disse.
Milhares de toneladas de lixo proveniente das costas e dos rios flutuam nos cinco principais giros oceânicos, os turbilhões gigantes que criam as correntes marítimas em todos os oceanos, onde a força centrípeta leva os detritos ao centro.
O explorador se propõe a estudar os cinco giros e no próximo ano partirá ao Atlântico sul, com o objetivo de cartografar as zonas poluídas utilizando sistemas de radar.
Fonte: AFP cls/pjl/ltl/ame/ma

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fotógrafo registra verdadeiras 'ondas de lixo' nas águas poluídas da Indonésia


Problemas de infraestrutura na coleta de resíduos na baía da ilha de Java ameaçam o meio ambiente e prejudicam tanto moradores quanto turistas.
 
    Um surfista local é flagrado pegando um 'tubo' junto com resíduos sendo levados por uma onda
 
Barco do fotógrafo ficou cercado pelo lixo e detritos que se acumulam na orla da ilha de Java
  Formada por mais de 17 mil ilhas, a Indonésia ainda tem péssima infraestrutura de coleta de lixo

O fotógrafo havaiano Zak Noyle, da emissora de esporte radicais GrindTV, registrou cenas impressionantes do acúmulo de lixo nas águas da ilha de Java durante uma viagem recente à Indonésia. Considera um dos principais paraísos do surfe no mundo, o local sofre com problemas de infraestrutura na coleta e descarte de resíduos que se espalham até o mar.
 
"Nunca tinha visto nada assim antes. As áreas povoadas apenas despejam seu lixo nos leitos dos rios ou diretamente na areia para ser levado pelas marés. Infelizmente, as correntes fazem um ótimo trabalho de levá-lo para longe e depositá-lo em algumas das praias mais isoladas, anteriormente intocadas. Foi muito desagradável estar lá", explica Noyle. 
 "Ficava vendo um monte de plástico, pacotes de macarrão e outros resíduos flutuando perto de mim e imaginava a hora em que, com certeza, ira ver algum corpo morto boiando também", ele denuncia o descaso na baía de Java. Formado por cerca de 17 mil ilhas, o território da Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, com mais de 200 milhões de habitantes.



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lixo ameaça tartarugas que chegam ao sul do Brasil

Animais confundem plástico e fios de redes de pesca com algas.

Pesquisadores do Rio Grande do Sul descobriram uma nova ameaça às tartarugas que chegam esta época do ano ao litoral do estado. Na semana passada, sete tartarugas da espécie verde foram encontradas na praia do Cassino, no sul do estado. Levadas para o centro reabilitação de animais marinhos, cinco delas morreram. A resposta sobre a causa das mortes veio com a análise do aparelho digestivo das tartarugas.
Ele estava completamente cheio de lixo.
As tartarugas confundem os pedaços de plástico e fios de redes de pesca com algas, que servem de alimento. “Eles ingerem esses materiais, isso faz a obstrução do intestino causando debilidade do animal e ele sai a maneira que sai na beira da praia”, explica o veterinário Rodolfo Silva.

Segundo a Universidade Federal de Rio Grande, o problema atinge 85% das tartarugas encontradas no litoral sul gaúcho. “Elas procuram nossa costa, principalmente agora a partir da primavera e o verão, quando começa a esquentar as nossas águas e elas usam nosso litoral como importante área de alimentação”, diz o biólogo Sérgio Estima. A maioria vem da costa africana.

Só este ano, 102 tartarugas verdes foram mortas. Elas chegam a atingir 1,5 metro de comprimento e a pesar mais de 200 quilos.