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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Imerso na baía Ilha Grande


Localizada entre as duas maiores metrópoles do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e cercada pela imponente Serra do Mar, a baía da Ilha Grande abriga 187 ilhas e ilhotas, criando um cenário de grande beleza paisagística no litoral sul fluminense. Diversas unidades de conservação protegem parte deste patrimônio natural, na tentativa de manter a biodiversidade tanto terrestre como marinha da baía. Porém, esse mosaico de unidades de conservação enfrenta impactos de diversas ordens. Alvo de grande especulação imobiliária, a região sofre pressões como o turismo descontrolado, a pesca predatória, além de instalações portuárias e industriais de alto impacto.

Enrico Marone fez suas primeiras viagens para a baía da Ilha Grande há mais de 15 anos. O mergulho neste universo submarino influenciou sua trajetória profissional e acabou levando-o à Oceanografia. Hoje, Marone se dedica a projetos de conservação marinha ao longo do litoral brasileiro. Na baía de Ilha Grande, atua junto às áreas marinhas protegidas e às comunidades caiçaras de pesca artesanal, no sentido de fortalecer as iniciativas de conservação da biodiversidade e uso sustentável dos recursos da região.

As imagens do ensaio foram captadas ao longo de diversas expedições à baía da Ilha Grande. Durante o projeto de levantamento da biodiversidade marinha da baía, coordenado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com a participação de diversas instituições de pesquisa, Marone foi responsável pela documentação da expedição. O trabalho resultou em uma exposição fotográfica inaugurada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, posteriormente, montada no Congresso Nacional, em Brasília, em comemoração ao Ano Internacional dos Corais (2008).
Veja o ensaio no link: http://www.oeco.org.br/fotografia/22974-imerso-na-baia-da-ilha-grande-

*Enrico Marone é oceanógrafo, fotógrafo e documentarista. Atualmente, coordena as iniciativas do Programa Marinho do Instituto BioAtlântica, ao longo do litoral brasileiro.

Fonte: O Eco
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Corais da Baía da Ilha Grande, na Costa Verde Fluminense, sofrem com branqueamento


 Projeto Coral Vivo relaciona o fenômeno com calor intenso e atraso das massas de águas frias no local
 Pesquisadores e mergulhadores identificaram na Baía da Ilha Grande, na Costa Verde Fluminense, o branqueamento de corais. O motivo pode estar relacionado ao intenso calor em todo Estado do Rio de Janeiro, com estiagem de quase um mês, potencializado pela geografia desse litoral, e pela direção do vento predominante. “Além disso, houve atraso na ressurgência de Cabo Frio – fenômeno oceanográfico que leva as massas de águas frias para a superfície em novembro, e neste verão somente aconteceu em fevereiro”, pontua o biólogo marinho Gustavo Duarte, coordenador executivo do Projeto Coral Vivo, que é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental.
Para se ter uma ideia, a ESEC Tamoios registrou em Paraty-Mirim 34 graus Celsius na temperatura do mar. A analista ambiental dessa estação ecológica, Adriana Gomes, relata ser um recorde desde que começaram a fazer as medições há dez anos, e que é a primeira vez que acontece algo dessa magnitude com branqueamento de corais visto em diferentes pontos. Trata-se de Unidade de Conservação federal de proteção integral, criada na década de 90 com o intuito de preservar o rico ecossistema insular e marinho da região e permitir o monitoramento da qualidade ambiental, após a implantação das três usinas nucleares de Angra.
Com estresses como aquecimento da água, acidez ou poluição, por exemplo, o coral expulsa as microalgas simbiontes (chamadas zooxantelas), que vivem no interior do tecido dele e dá a cor. Ele adoece, e a expressão branqueamento é usada porque, com a saída dessas algas, o tecido quase transparente deixa em evidência o esqueleto calcário branco. De acordo com o biólogo Clovis Castro, coordenador geral do Projeto Coral Vivo e professor do Museu Nacional – UFRJ, quanto mais intenso e duradouro o evento, maior a chance da colônia de coral morrer.
“Quando os corais do litoral brasileiro conseguem sobreviver a esse tipo de estresse crônico, em seis meses, recuperam a coloração com o retorno das algas zooxantelas à colônia. Já em outras partes do mundo a taxa de mortalidade dos corais costuma ser maior”, compara o pesquisador Gustavo Duarte. Ele usa o mesocosmo marinho do Projeto Coral Vivo em Arraial d’Ajuda (BA) para simular as mudanças climáticas e antecipar episódios como este que ocorreu em Paraty, favorecendo na tomada de decisões de políticas públicas.
O Projeto Coral Vivo recebeu relatos de diferentes pesquisadores e mergulhadores da região. Até o momento, parece que é um fato isolado, sem interferência na vida marinha de outras regiões do estado. Duarte foi recentemente mergulhar em Paraty e também percebeu que a água estava mais quente do que o habitual.
Projeto Coral Vivo
O Coral Vivo faz parte da Rede BIOMAR (Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha), que reúne também os projetos Tamar, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Albatroz. Todos patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental, eles atuam de forma complementar na conservação da biodiversidade marinha do Brasil, trabalhando nas áreas de proteção e pesquisa das espécies e dos habitats relacionados. As ações do Coral Vivo são viabilizadas também pelo copatrocínio do Arraial d’Ajuda Eco Parque, e realizadas pela Associação Amigos do Museu Nacional – SAMN/UFRJ. Mais informações:www.coralvivo.org.br e www.fb.com/CoralVivo
EcoDebate, 20/02/2014