quarta-feira, 3 de março de 2010
Equinodermas - vídeo didático
Esta série foi lançada no Brasil pela Editora Abril em DVD sob o título "Origens da Vida".Vídeo sem fins lucrativos, apenas para fins educativos.
Esta é uma edição sobre Equinodermos para que professores de todo o Brasil possam utilizar em suas aulas para fins didáticos.
É proibida qualquer forma de comercialização, assim como utilização deste vídeo com objetivos de má-fé.
Todos os direitos são reservados à Sea Studios Foundation for National Geographic Television and Film, logo se houver algum problema referente ao vídeo, favor entrar em contato.
A ilha dos Golfinhos
Ilha dos Golfinhos -
Sinopse
Premiado com Palma de Bronze no Festival Mundial de Imagens Submarinas, em Antibes na França, este documentário foi produzido para National Geographic Channel e 20TH Century Fox, em co-produção com a NHNZ - Natural History New Zealand.
Em parceria com o IBAMA e com o Centro Golfinho Rotador, "A Ilha dos Golfinhos" mostra o ciclo de vida dos Golfinhos Rotadores, que vivem em águas tropicais do mundo inteiro, mas, escolhem a Baía dos Golfinhos, em Fernando de Noronha - PE-Br, para descansar, acasalar e cuidar de seus filhotes.
Rodado ao longo de 4 meses, muitos comportamentos registrados eram inéditos em filme. O documentário procura entender, junto com cientistas, porque os golfinhos rotadores executam seus saltos acrobáticos.
Ficha Técnica
Direção: Lawrence Wahba e Rodrigo Astiz
Produção Executiva: Ricardo Aidar, Marcelo Bresser Pereira e Richard Thomas
Roteiro: Tracy Roe
Imagens: Alessandro Rodrigues, Luiz Miyasaka e Paul Donavan
Imagens Submarinas: Lawrence Wahba
Edição: Paulo Martins
Exibição: National Geographic Channel
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Corais vivem mais de 4.000 anos

Espécies são encontradas nas profundezas do Pacífico, perto do Havaí. Criaturas têm crescimento muito vagaroso, de acordo com estudo.
O coral Gerardia (que pode ser visto na foto acima) pode ser encontrado a profundidades que vão de 300 m a 500 m em águas havaianas. Esses invertebrados usam protuberâncias do solo marinho para se fixar e crescer.
Datações impressionantes feitas por pesquisadores americanos mostram que eles têm 4.265 anos e 2.742 anos, respectivamente. Estão, portanto, entre os seres vivos mais antigos da Terra. Ao realizar datações por carbono-14, semelhantes às que servem para estimar a idade de fósseis, os pesquisadores chegaram às idades inacreditáveis citadas acima.
Os corais são organismos coloniais, ou seja, vários "indivíduos" se juntam num só corpo e crescem juntos, dividindo funções como captura de alimento e excreção. Ao que parece, enquanto partes desses superorganismos vão morrendo, outras crescem no lugar, chegando há vários milênios de existência contínua num único "corpo".
Segundo os pesquisadores, não é incomum que animais de regiões muito profundas tenham crescimento lento e grande longevidade, mas o caso dos corais é fora de série.
É praticamente certo que eles sejam os organismos coloniais mais antigos da Terra. Como eles são explorados para fazer jóias, os cientistas alertam que isso pode levar ao extermínio das espécies, uma vez que elas crescem muitíssimo devagar.
Fonte: Reinaldo José Lopes (adap.)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Pesquisa mostra que plástico contamina o Atlântico Norte
Foram encontrados fragmentos em todas as amostras de água do oceano colhidas no início do Projeto 5 Gyres, que estuda a poluição marinha por plástico
“Todas as amostras obtidas da superfície no meio do Atlântico continham fragmentos de plástico, não importava onde deixávamos cair nosso equipamento de arrasto,” diz Anna Cummins. Para lançar o Projeto 5 Gyres, ela e o marido, Marcus Eriksen, velejaram pelo Atlântico Norte entre St. Thomas, na Ilhas Virgens, e as Bermudas. No final de janeiro, o casal deixou as Bermudas com destino aos Açores. Nessa segunda perna de uma travessia transatlântica sem precedentes, velejam pelo Mar de Sargaço, uma região no meio do Atlântico Norte.
A poluição marinha por plástico, que pode ameaçar a saúde humana, é normalmente conhecida pelo “Grande Mancha de Lixo do Pacífico”, um enorme acúmulo de plástico no Pacífico Norte. O Projeto 5 Gyres busca documentar esses detritos artificiais nos cinco giros oceânicos do planeta – as regiões onde as correntes marinhas formam movimentos circulares.
“Este é um problema global, temos visto evidência de poluição por plástico em todos os lugares do mundo e isto está piorando”, diz o Capitão Charles Moore, o fundador da Algalita Marine Research Foundation (AMRF – Fundação de Pesquisa Marinha Algalita ). O Projeto 5 Gyres é uma colaboração entre a AMRF, Livable Legacy e a Pangaea Explorations e pode ser acompanhado aqui (http://www.5gyes.org).
Cummins e Eriksen, diretores do projeto, vêm trabalhando extensivamente com o Capitão Moore. O montante de plástico que eles encontraram durante a perna inicial de 1.070 milhas, ao largo do Giro do Atlântico Norte, a bordo do veleiro de regata Sea Dragon, é similar ao que eles viram no Pacífico. “Nos sargaços, encontramos tampas de garrafas, cápsulas de balas de revólver, engradados e até mesmo botas de borracha”, diz Cummins.
No mar com outros onze tripulantes, Cummins e Eriksen estão aprofundando o foco de suas pesquisas anteriores na AMRF, que buscavam quantificar os plásticos flutuantes, incluindo os fragmentos de microplástico consumidos por peixes. Agora eles buscam entender como esses detritos afetam os peixes.
“As partículas de plástico no mar agem como magnetos para substâncias químicas tais como DDT, PCBs, retardadores de chama e outros poluentes,” diz Cummins. “O Projeto 5 Gyres está trabalhando para avançar nossas pesquisas anteriores com os testes buscando determinar se esses químicos se acumulam nos peixes, navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos pratos de jantar.”
Um dos patrocinadores do projeto é a Blue Turtle. A Pangaea Explorations está fornecendo o veleiro de 72 pés Sea Dragon, no qual o casal velejará para coletar amostras da superfície do oceano, do fundo do mar e do conteúdo do estômago e dos tecidos de peixes para análise.
No final deste ano, o Sea Dragon cruzará o Giro do Atlântico Sul, indo do Rio de Janeiro à Cidade do Cabo, na África do Sul. Esta será a primeira travessia desse tipo nos últimos 30 anos no hemisfério sul. Após está travessia, Cummins e Eriksen planejam velejar no Giro do Pacífico Sul.
Fonte: Agência Envolvede / Projeto 5 Gyres
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Educação ambiental poderá ser custeada por produtos descartáveis
Além disso, o projeto determina a aplicação em planos, programas e projetos de educação ambiental de pelo menos 20% da arrecadação das multas por descumprimento da legislação ambiental. Os recursos provenientes de ambas as medidas deverão ser depositados na carteira de educação ambiental do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA).
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Fonte: JB Online 11.02.10)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Os animais salvam o planeta!
O canal Animal Planet há tempos atrás criou uma sequência de vídeos bem divertidos, protagonizados por animais que ensinam que as pequenas atitudes podem fazer a diferença no final.
Os vídeos postados são sobre descarte de lixo não-biodegradável e consumo irresponsável de energia. A ideia é mostrar como o consumo irresponsável pode prejudicar a todos em sua volta.
Os outros vídeos da série podem ser conferidos no You Tube.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Peixe-limpador pune colegas que não satisfazem a clientela
Comportamento do bedel dos mares é objeto de estudo na ‘Science’
Cliente insatisfeito troca de fornecedor. Com isso em mente, o bodião-limpador (o nome científico é Labroides dimidiatus) aplica uns cascudos nos colegas que pisam na bola na tarefa de remover fungos, bactérias e parasitas do corpo de peixes maiores.
A atitude um tanto indigna é para preservar o contrato. Com a relação simbiótica, todo mundo sai ganhando: o bodião enche a barriga; o contratante fica limpinho, livre de parasitas.
A pesquisa que descreve a ação do peixe-bedel sai na revista “Science”. Nichola Raihani, da Sociedade Zoológica de Londres, mostra que os peixes limpadores praticam uma espécie de “punição por terceiros”, em que indivíduos da comunidade que não foram diretamente prejudicados pela conduta de um parceiro tomam as dores do ofendido e castigam quem não fez o serviço direito, em defesa do interesse do cliente.
Dois detalhes interessantes: primeiro, os alvos de bronca do peixe-pau-mandado são sempre as fêmeas; segundo, aparentemente as fêmeas não ligam muito para o conceito de satisfação total do cliente.
Elas às vezes causam toda essa confusão por pura gula. Além de parasitas, acabam avançando nas mucosas, causando ferimentos.
Diante do exemplo oferecido por tais habitantes dos mares, os cientistas se animaram. Para eles, o comportamento do peixe-limpador ajuda a compreender melhor a origem evolutiva de comportamentos humanos mais complexos, como a solidariedade.
Também participaram do estudo pesquisadores das universidades de Queensland e de Neuchâtel.
Fonte: Science
Cientistas conseguem vídeo raro de ‘monstro’ do mar
Peixe-remo pode chegar a 17 metros de comprimento.
Bicho é parecido com uma serpente gigante.
Pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos, conseguiam uma imagem inédita do intrigante peixe-remo navegando no fundo do oceano. O filme foi feito no Golfo do México por meio de uma máquina não tripulada, e os cientistas acreditam que essa é a primeira vez que se filma o animal em seu habitat natural.
O peixe-remo (Regalecus glesne) é uma espécie rara que vive em águas profundas. Ele pode chegar a 17 metros de comprimento, e só costuma ser visto quando está morrendo e sobe à superfície. Seu “topete” e suas barbatanas incomuns sempre despertam a curiosidade de quem topa com um deles. Acredita-se que relatos antigos sobre serpentes gigantes no mar estão relacionados a esse peixe.
Fonte: BBC
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Vírus oceânicos

Nós, humanos, sabemos bem o que os virus podem causar conosco. O surto de gripe suína atormenta nossa sociedade. Porém a influência dos virus não para por aí. Nos oceanos, essas partículas possuem papel importantíssimo no ciclo do carbono. É claro que esse tipo de virus que atua nos oceanos não é o mesmo do Influenza, mas o "estrago" é muito pior.
Vírus são as formas de vida mais abundantes nos oceanos. São aproximadamente 4 x 10 a 30 potência de partículas em todo o oceano. Sendo que quanto maior a profundidade analisada maior a abundância de vírus, deste modo, nas zonas profundas dos oceanos (mais de 1.000 metros de profundidade) apresentam elevada quantidade de partículas virais.
No assoalho oceânico profundo, os vírus apresentam importância singular. Mas primeiro vamos entender como se organiza esse ambiente.
Por ser totalmente escuro, bastante frio e estar sob pressões gigantescas apresentam uma fauna característica. Sem luz, a produção de matéria orgânica se dá por outras maneiras que não a fotossíntese. Basicamente por quimiossíntese, onde compostos inorgânicos (H2S, por exemplo) são oxidados para possibilitar a formação de matéria orgânica a partir de moléculas com poucos carbonos em sua composição (CO2, CH4 e outras). Entretanto, esses ambientes profundos dependem em grande parte do carbono exportado de outras partes do oceano.
E é aí que entram os vírus.
Ao infectar organismos procarióticos (bactérias e archaeas) eles causam a lise dessas células. Lisar uma célula significa estourá-la e liberar seus componentes para o exterior. Sendo assim, transformam esses organismos em carbono orgânico dissolvido e particulado que estará disponível para a nutrição de outros procariotos não infectados. Esse ciclo sustenta uma biomassa de 160 Pg de carbono, isto é, 30-45% de toda a biomassa microbiana de todo o planeta Terra. É impressionante a ocorrência desse fenômeno nas zonas profundas, pois este ambiente apresenta de 10-20 vezes menos recursos orgânicos que as zonas costeiras.
Deste modo, os vírus são responsáveis pela liberação de 0,37-0,63 Gt de carbono por ano nos oceanos e este carbono liberado é responsável por 35% do metabolismo dos procariotos presentes no assoalho oceânico. Além disso, facilitam a ciclagem de elementos como nitrogênio e fósforo neste ambiente.
Antes negligenciados, os virus se mostram como componente crucial nos ciclos biogeoquímicos oceânicos e global.
Diferente do vírus da gripe suína, os vírus oceânicos são essenciais para a manutenção da vida. Pelo menos da vida de organismos marinhos de grandes profundidades.
Referência:
Danovaro, R., Dell'Anno, A., Corinaldesi, C., Magagnini, M., Noble, R., Tamburini, C., & Weinbauer, M. (2008). Major viral impact on the functioning of benthic deep-sea ecosystems Nature, 454 (7208), 1084-1087 DOI: 10.1038/nature07268

