Apesar de contar com uma biodiversidade menor do que as áreas continentais, as ilhas oceânicas são áreas críticas para a preservação, pois possuem inúmeras espécies que não existem em nenhum outro lugar. Foi o que mostrou um estudo publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences(PNAS)".
Os pesquisadores criaram um indicador - batizado de riqueza endêmica - para quantificar o número de espécies que vivem apenas em uma determinada região. Depois, dividiram o mundo em 90 áreas geográficas e calcularam o novo indicador para cada uma delas.
As ilhas oceânicas apresentaram uma riqueza endêmica nove vezes maior do que a de áreas continentais.
Holger Kreft, coautor do estudo, considera prioritária a criação de parques nacionais para proteger essas áreas.
As ilhas oceânicas constituem santuários com “relíquias” de linhagens evolutivas muito diferentes das que existem em outros lugares.
O Brasil tem quatro arquipélagos oceânicos: Atol das Rocas, Fernando de Noronha, Trindade e Martim Vaz e o arquipélago de São Pedro e São Paulo.
Fábio Mota, do programa Costa Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, recorda que as novas espécies identificadas em ilhas costumam ser incluídas na lista vermelha da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) tão logo são descobertas.
“Como vivem em um ambiente tão restrito, já são consideradas criticamente em perigo, pois qualquer desequilíbrio pode causar sua extinção”, explica Mota.
Ele também recorda que, no Brasil, 0,6% do mar territorial está protegido por alguma categoria de conservação. Apenas 0,1% recebe proteção integral que proíbe todo tipo de atividade predatória ou extrativista.
sábado, 4 de julho de 2009
Estudo aponta riqueza de espécies em ilhas oceânicas - novo indicador: RIQUEZA ENDÊMICA
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domingo, 14 de junho de 2009
Submarino-robô atinge ponto mais profundo da Terra
Um submarino-robô desenvolvido nos Estados Unidos alcançou a área considerada a mais profunda dos oceanos - o chamado Challenger Deep, na Fossa das Marianas, no Pacífico.
O local, perto da ilha de Guam, é o maior abismo da Terra, com 11 mil metros de profundidade - mais de 2 quilômetros do que o Monte Everest tem de altura.
O mergulho da embarcação não-tripulada Neureus ocorreu dia 14 de junho de 2009 e atingiu 10.902 metros de profundidade.
Nesta localização, a pressão chega a ser mais que mil vezes maior que a nível do mar.
Livre o Nereus é operado à distância por pilotos a bordo de um navio, com a ajuda de cabos de fibra óptica que permitem que ele desça a grandes profundidades e seja fácil de manobrar.
Ele também pode ser colocado em modo automático e "nadar" livremente.
"Com um robô como este, nós agora podemos virtualmente explorar qualquer parte do oceano", disse Andy Bowen, diretor do projeto e principal pesquisador por trás do desenvolvimento do submarino no Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês).
"Essas fossas são praticamente inexploradas e tenho certeza absoluta que o Nereus vai permitir novas descobertas", afirmou. "Este mergulho marca o início de uma nova era na exploração dos oceanos."
No Passado,o Challenge Deep só foi atingido antes por duas outras embarcações.
Em janeiro de 1960, Jacques Piccard e Don Walsh fizeram a primeira e única viagem tripulada ao local, a bordo do batiscafo suíço Trieste.
A embarcação era composta por uma esfera de aço de 2 metros de diâmetro, ocupada pelos dois tripulantes e pendurada em um tanque de petróleo gigante, projetado para permitir uma boa flutuação.
Durante a expedição, que durou nove horas, os dois homens passaram apenas 20 minutos no fundo do oceano - tempo suficiente para registrar a profundidade local em 10.916 metros.
Em 1995, o submarino-robô japonês Kaiko foi o primeiro veículo não tripulado a visitar o local.
Atualmente, os aparelhos mais aptos a descer a grandes profundidades chegam a uma média de 6,5 mil metros, o que permite os cientistas explorar 95% do fundo do mar.
Fonte: BBC Brasil
O local, perto da ilha de Guam, é o maior abismo da Terra, com 11 mil metros de profundidade - mais de 2 quilômetros do que o Monte Everest tem de altura.
O mergulho da embarcação não-tripulada Neureus ocorreu dia 14 de junho de 2009 e atingiu 10.902 metros de profundidade.
Nesta localização, a pressão chega a ser mais que mil vezes maior que a nível do mar.
Livre o Nereus é operado à distância por pilotos a bordo de um navio, com a ajuda de cabos de fibra óptica que permitem que ele desça a grandes profundidades e seja fácil de manobrar.
Ele também pode ser colocado em modo automático e "nadar" livremente.
"Com um robô como este, nós agora podemos virtualmente explorar qualquer parte do oceano", disse Andy Bowen, diretor do projeto e principal pesquisador por trás do desenvolvimento do submarino no Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês).
"Essas fossas são praticamente inexploradas e tenho certeza absoluta que o Nereus vai permitir novas descobertas", afirmou. "Este mergulho marca o início de uma nova era na exploração dos oceanos."
No Passado,o Challenge Deep só foi atingido antes por duas outras embarcações.
Em janeiro de 1960, Jacques Piccard e Don Walsh fizeram a primeira e única viagem tripulada ao local, a bordo do batiscafo suíço Trieste.
A embarcação era composta por uma esfera de aço de 2 metros de diâmetro, ocupada pelos dois tripulantes e pendurada em um tanque de petróleo gigante, projetado para permitir uma boa flutuação.
Durante a expedição, que durou nove horas, os dois homens passaram apenas 20 minutos no fundo do oceano - tempo suficiente para registrar a profundidade local em 10.916 metros.
Em 1995, o submarino-robô japonês Kaiko foi o primeiro veículo não tripulado a visitar o local.
Atualmente, os aparelhos mais aptos a descer a grandes profundidades chegam a uma média de 6,5 mil metros, o que permite os cientistas explorar 95% do fundo do mar.
Fonte: BBC Brasil
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Reciclagem de sopa de lixo no oceano
Expedição pretende reciclar "sopa de lixo" no oceano.
Saindo de São Francisco, nos Estados Unidos, no próximo mês, uma expedição parte para o oceano com o objetivo de explorar uma "sopa de lixo" com o dobro do tamanho do Texas, que flutua no Oceano Pacífico.
De acordo com o jornal Times, o objetivo dos cientistas e ambientalistas é tentar reciclar o material.
O oceanógrafo Charles Moore, que descobriu o lixo acumulado no oceano em 1997, acredita que cerca de 100 milhões de toneladas de dejetos estão circulem na região. De acordo com Moore, o mar de lixo é translúcido e está numa superfície de água, por isso não pode ser detectado em fotografias de satélite. "Você só o vê da proa dos navios", declarou.
Peixes e aves confundem os minúsculos pedaços de lixo com alimento e podem chegar à mesa de consumidores com os dejetos no estômago. Moore não acredita que o problema possa ser solucionado.
"Tentar limpar o Pacífico teria falido qualquer país e matado animais selvagens", afirmou ao Times.
Em junho, o projeto Kaisei será colocado em prática sob a liderança de Doug Woodring na tentativa de provar que Moore está errado.
A expedição composta por 30 pessoas irá utilizar aeronaves não tripuladas e exploradores robóticos para mapear a extensão e profundidade do plástico acumulado e em seguida tentar reciclar este material.
Woodring admite que a tarefa não será fácil. "Nós não seremos capazes de limpar todo o oceano. A solução reside realmente em terra. Temos de tratar o plástico de uma forma totalmente diferente, e impedi-lo de chegar ao oceano", disse.
Saindo de São Francisco, nos Estados Unidos, no próximo mês, uma expedição parte para o oceano com o objetivo de explorar uma "sopa de lixo" com o dobro do tamanho do Texas, que flutua no Oceano Pacífico.
De acordo com o jornal Times, o objetivo dos cientistas e ambientalistas é tentar reciclar o material.
O oceanógrafo Charles Moore, que descobriu o lixo acumulado no oceano em 1997, acredita que cerca de 100 milhões de toneladas de dejetos estão circulem na região. De acordo com Moore, o mar de lixo é translúcido e está numa superfície de água, por isso não pode ser detectado em fotografias de satélite. "Você só o vê da proa dos navios", declarou.
Peixes e aves confundem os minúsculos pedaços de lixo com alimento e podem chegar à mesa de consumidores com os dejetos no estômago. Moore não acredita que o problema possa ser solucionado.
"Tentar limpar o Pacífico teria falido qualquer país e matado animais selvagens", afirmou ao Times.
Em junho, o projeto Kaisei será colocado em prática sob a liderança de Doug Woodring na tentativa de provar que Moore está errado.
A expedição composta por 30 pessoas irá utilizar aeronaves não tripuladas e exploradores robóticos para mapear a extensão e profundidade do plástico acumulado e em seguida tentar reciclar este material.
Woodring admite que a tarefa não será fácil. "Nós não seremos capazes de limpar todo o oceano. A solução reside realmente em terra. Temos de tratar o plástico de uma forma totalmente diferente, e impedi-lo de chegar ao oceano", disse.
Veja um vídeo sobre o assunto no You Tube no endereço a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=q6IoMuDa4GQ
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Como funciona uma dessalinizadora
Em um mundo onde mais de 97% da água que existe é salgada, a transformação dessa água em água potável despertou o interesse da humanidade a muito tempo. Esse infográfico da revista Super Interessante da Espanha explica como" uma indústria transforma água salgada em água própria para o consumo.
No mundo são mais de 15.000 máquinas de dessalinização funcionando, mas a um alto custo. Isso porque o grande revés desta tecnologia é o consumo elevado de energia para a transformação da água, mas novos desenvolvimentos em nanotecnologia prometem diminuir os custos da produção, de cada litro de água, em até 25% permitindo a sua viabilidade.
No mundo são mais de 15.000 máquinas de dessalinização funcionando, mas a um alto custo. Isso porque o grande revés desta tecnologia é o consumo elevado de energia para a transformação da água, mas novos desenvolvimentos em nanotecnologia prometem diminuir os custos da produção, de cada litro de água, em até 25% permitindo a sua viabilidade.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
BIOMAR - SITE DO PROJETO BIOMAR - CALENDÁRIO 2009
A Equipe de Coordenação do Projeto Biomar convida você e sua escola a conhecer o nosso site www.projetobiomar.com.br
Venha nos visitar e saber mais um pouco a respeito do Projeto Biomar.
Envie uma mensagem para o endereço projetobiomar@projetobiomar.com.br e receba informações sobre a nossa programação e atividades.
O Calendário de 2009, com reserva dos períodos ideais para mergulho, trilhas e manguezais, já está aberto.
Entre em contato conosco e inscreva sua escola.
Esperamos você!
Equipe de Coordenação
Venha nos visitar e saber mais um pouco a respeito do Projeto Biomar.
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O Calendário de 2009, com reserva dos períodos ideais para mergulho, trilhas e manguezais, já está aberto.
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Esperamos você!
Equipe de Coordenação
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Google lança ferramenta para explorar oceanos!
A partir de agora, internautas do mundo inteiro poderão visitar e mergulhar virtualmente no oceano. Pelo menos é o que promete uma nova ferramenta lançada pela Google.
Chamada de Ocean in Google Earth, a ferramenta é a grande atração da nova versão do Google Earth, o programa gratuito que permite a visualização do mundo a partir de mapas, dados e imagens tiradas por satélites e aviões.
Ela combina imagens e mapas dos relevos oceânicos com material cedido por cientistas e oceanógrafos, para, segundo o Google, "permitir que usuários explorem algumas das partes mais difíceis de alcançar do mundo".
Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície do planeta, mas acredita-se que apenas cerca de 5% de sua vasta extensão tenham sido explorados pelo homem.
Vulcões submersos
Os internautas poderão “nadar ao redor de vulcões submersos, assistir a vídeos sobre espécies marinhas exóticas, ler sobre navios naufragados nas redondezas e contribuir com fotos e vídeos de localidades favoritas para mergulhar e surfar”.
Com o Ocean in Google Earth, lançado em um suntuoso evento com participação de cientistas e personalidades ligados à defesa do meio ambiente, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, a Google faz mais um passo importante rumo ao ambicioso objetivo de disponibilizar online uma representação completa da Terra.
A ferramenta vem recebendo muitos elogios da comunidade científica e de ativistas do meio ambiente, por permitir uma compreensão maior dos mares e de sua importância na vida e no futuro do planeta.
Segundo a Google, o Ocean oferecerá vários segmentos de conteúdo fornecido por alguns dos principais cientistas e grupos de pesquisa do mundo.
Estes segmentos permitirão que os internautas, entre outras coisas, acompanhem o movimento de animais “marcados” com rastreadores, acessem vídeos e fotos do arquivo do famoso explorador dos mares Jean-Jacques Cousteau e possam acompanhar o histórico, em imagens, do impacto da ação do homem sobre determinados ecossistemas.
Chamada de Ocean in Google Earth, a ferramenta é a grande atração da nova versão do Google Earth, o programa gratuito que permite a visualização do mundo a partir de mapas, dados e imagens tiradas por satélites e aviões.
Ela combina imagens e mapas dos relevos oceânicos com material cedido por cientistas e oceanógrafos, para, segundo o Google, "permitir que usuários explorem algumas das partes mais difíceis de alcançar do mundo".
Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície do planeta, mas acredita-se que apenas cerca de 5% de sua vasta extensão tenham sido explorados pelo homem.
Vulcões submersos
Os internautas poderão “nadar ao redor de vulcões submersos, assistir a vídeos sobre espécies marinhas exóticas, ler sobre navios naufragados nas redondezas e contribuir com fotos e vídeos de localidades favoritas para mergulhar e surfar”.
Com o Ocean in Google Earth, lançado em um suntuoso evento com participação de cientistas e personalidades ligados à defesa do meio ambiente, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, a Google faz mais um passo importante rumo ao ambicioso objetivo de disponibilizar online uma representação completa da Terra.
A ferramenta vem recebendo muitos elogios da comunidade científica e de ativistas do meio ambiente, por permitir uma compreensão maior dos mares e de sua importância na vida e no futuro do planeta.
Segundo a Google, o Ocean oferecerá vários segmentos de conteúdo fornecido por alguns dos principais cientistas e grupos de pesquisa do mundo.
Estes segmentos permitirão que os internautas, entre outras coisas, acompanhem o movimento de animais “marcados” com rastreadores, acessem vídeos e fotos do arquivo do famoso explorador dos mares Jean-Jacques Cousteau e possam acompanhar o histórico, em imagens, do impacto da ação do homem sobre determinados ecossistemas.
domingo, 29 de junho de 2008
PROJETO PANTANAL - PROGRAMA ECOLOGIA DAS ÁGUAS
Bioma do Pantanal
Há vários anos, o Programa Ecologia das Águas vem procurando expandir e enriquecer as atividades extraclasse já realizadas com várias instituições de ensino desde 1986.
Um novo projeto foi desenhado envolvendo estudos socioambientais, biogeográficos, fauna, flora, ciclo biológico do jacaré, regime das águas no Bioma do Pantanal, assim como a cultura, valores e arte dos povos da região pantaneira.
Acreditamos ser este um projeto de valor altíssimo propiciando aos alunos uma oportunidade especial de conhecer e viver experiências em uma região considerada como Reserva da Biosfera Mundial e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, no ano de 2000.
Acreditamos ser este um projeto de valor altíssimo propiciando aos alunos uma oportunidade especial de conhecer e viver experiências em uma região considerada como Reserva da Biosfera Mundial e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, no ano de 2000.
No Pantanal os estudantes terão, por cinco dias, a chance de observar bem de perto uma fauna e flora extremamente rica e característica daquela região e manter um convívio sociocultural com a comunidade pantaneira.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Espécies Invasoras ameaçam litoral do RJ

Pesquisadores identificam e desvendam biologia de corais exóticos na baía de Ilha Grande
As espécies invasoras identificadas em Ilha Grande: Tubastraea tagusensis (amarela) e T. coccinea (laranja). Foto: Joel Creed.
Apesar de belos e impressionantes, corais exóticos encontrados na Ilha Grande podem ser uma ameaça ao equilíbrio dos ecossistemas do litoral do Rio de Janeiro. Originários do oceano Pacífico, esses organismos foram trazidos por plataformas de petróleo e outras embarcações provavelmente na década de 1980 e disputam com as espécies nativas elementos primordiais para a sobrevivência, como espaço e alimento.
A presença desses corais ’estrangeiros’ não é novidade: eles já haviam sido observados por cientistas há cerca de 25 anos, mas só recentemente foi possível identificá-los com precisão. Ambas pertencem ao já conhecido gênero Tubastraea – Tubastraea coccinea e T. tagusensis.
Em estágio avançado, a pesquisa já começou a desvendar a biologia reprodutiva e a abrangência geográfica das espécies. Os resultados preliminares indicam que elas têm picos reprodutivos anuais, crescem em média 1 cm por ano e espalham-se muito rapidamente.
Em outra pesquisa em curso, ainda em fase inicial, o doutorando Bruno Lages estuda os efeitos nocivos dos corais sobre as espécies nativas, como a produção de compostos químicos tóxicos. "Primeiramente, é preciso conhecer esses organismos, saber como crescem e se reproduzem para poder entender e então conter o processo de expansão das espécies", afirma Creed.
Recuperar a região afetada, no entanto, parece impossível. A única forma de expulsar os corais seria retirá-los um a um, mas a alta densidade dos organismos – até mil colônias por metro quadrado – inviabiliza a operação. A quantidade assusta e ressalta a necessidade de um plano de prevenção: "Raramente há espaço vazio embaixo d’água. O local ocupado por esses corais era o nicho de outra espécie, que ainda não conhecemos", conta Creed. "É preciso descobri-la para poder chegar aos próximos alvos de invasão antes dos corais”.
Em outra pesquisa em curso, ainda em fase inicial, o doutorando Bruno Lages estuda os efeitos nocivos dos corais sobre as espécies nativas, como a produção de compostos químicos tóxicos. "Primeiramente, é preciso conhecer esses organismos, saber como crescem e se reproduzem para poder entender e então conter o processo de expansão das espécies", afirma Creed.
Recuperar a região afetada, no entanto, parece impossível. A única forma de expulsar os corais seria retirá-los um a um, mas a alta densidade dos organismos – até mil colônias por metro quadrado – inviabiliza a operação. A quantidade assusta e ressalta a necessidade de um plano de prevenção: "Raramente há espaço vazio embaixo d’água. O local ocupado por esses corais era o nicho de outra espécie, que ainda não conhecemos", conta Creed. "É preciso descobri-la para poder chegar aos próximos alvos de invasão antes dos corais”.
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), organismos invasores são a segunda maior causa de perda de biodiversidade, superados somente pela destruição direta de hábitats pela ação do homem. "Ao entrar em uma comunidade biológica, as espécies invasoras acirram a competição e transformam a sobrevivência dos organismos nativos numa tarefa muito mais difícil", explica Creed. "O ambiente não está preparado para recebê-las e o desequilíbrio é inevitável. Não há, por exemplo, um predador para controlar o crescimento da população da espécie. Ela cresce indefinidamente e ocupa o espaço de outros organismos”.
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