quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

BIOMAR - SITE DO PROJETO BIOMAR - CALENDÁRIO 2009

A Equipe de Coordenação do Projeto Biomar convida você e sua escola a conhecer o nosso site www.projetobiomar.com.br
Venha nos visitar e saber mais um pouco a respeito do Projeto Biomar.
Envie uma mensagem para o endereço projetobiomar@projetobiomar.com.br e receba informações sobre a nossa programação e atividades.
O Calendário de 2009, com reserva dos períodos ideais para mergulho, trilhas e manguezais, já está aberto.
Entre em contato conosco e inscreva sua escola.

Esperamos você!
Equipe de Coordenação

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Google lança ferramenta para explorar oceanos!

A partir de agora, internautas do mundo inteiro poderão visitar e mergulhar virtualmente no oceano. Pelo menos é o que promete uma nova ferramenta lançada pela Google.
Chamada de Ocean in Google Earth, a ferramenta é a grande atração da nova versão do Google Earth, o programa gratuito que permite a visualização do mundo a partir de mapas, dados e imagens tiradas por satélites e aviões.
Ela combina imagens e mapas dos relevos oceânicos com material cedido por cientistas e oceanógrafos, para, segundo o Google, "permitir que usuários explorem algumas das partes mais difíceis de alcançar do mundo".
Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície do planeta, mas acredita-se que apenas cerca de 5% de sua vasta extensão tenham sido explorados pelo homem.


Vulcões submersos


Os internautas poderão “nadar ao redor de vulcões submersos, assistir a vídeos sobre espécies marinhas exóticas, ler sobre navios naufragados nas redondezas e contribuir com fotos e vídeos de localidades favoritas para mergulhar e surfar”.
Com o Ocean in Google Earth, lançado em um suntuoso evento com participação de cientistas e personalidades ligados à defesa do meio ambiente, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, a Google faz mais um passo importante rumo ao ambicioso objetivo de disponibilizar online uma representação completa da Terra.
A ferramenta vem recebendo muitos elogios da comunidade científica e de ativistas do meio ambiente, por permitir uma compreensão maior dos mares e de sua importância na vida e no futuro do planeta.
Segundo a Google, o Ocean oferecerá vários segmentos de conteúdo fornecido por alguns dos principais cientistas e grupos de pesquisa do mundo.
Estes segmentos permitirão que os internautas, entre outras coisas, acompanhem o movimento de animais “marcados” com rastreadores, acessem vídeos e fotos do arquivo do famoso explorador dos mares Jean-Jacques Cousteau e possam acompanhar o histórico, em imagens, do impacto da ação do homem sobre determinados ecossistemas.

domingo, 29 de junho de 2008

PROJETO PANTANAL - PROGRAMA ECOLOGIA DAS ÁGUAS

Bioma do Pantanal

Há vários anos, o Programa Ecologia das Águas vem procurando expandir e enriquecer as atividades extraclasse já realizadas com várias instituições de ensino desde 1986.
Um novo projeto foi desenhado envolvendo estudos socioambientais, biogeográficos, fauna, flora, ciclo biológico do jacaré, regime das águas no Bioma do Pantanal, assim como a cultura, valores e arte dos povos da região pantaneira.

Acreditamos ser este um projeto de valor altíssimo propiciando aos alunos uma oportunidade especial de conhecer e viver experiências em uma região considerada como Reserva da Biosfera Mundial e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, no ano de 2000.

No Pantanal os estudantes terão, por cinco dias, a chance de observar bem de perto uma fauna e flora extremamente rica e característica daquela região e manter um convívio sociocultural com a comunidade pantaneira.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Espécies Invasoras ameaçam litoral do RJ


Pesquisadores identificam e desvendam biologia de corais exóticos na baía de Ilha Grande
As espécies invasoras identificadas em Ilha Grande: Tubastraea tagusensis (amarela) e T. coccinea (laranja). Foto: Joel Creed.

Apesar de belos e impressionantes, corais exóticos encontrados na Ilha Grande podem ser uma ameaça ao equilíbrio dos ecossistemas do litoral do Rio de Janeiro. Originários do oceano Pacífico, esses organismos foram trazidos por plataformas de petróleo e outras embarcações provavelmente na década de 1980 e disputam com as espécies nativas elementos primordiais para a sobrevivência, como espaço e alimento.
A presença desses corais ’estrangeiros’ não é novidade: eles já haviam sido observados por cientistas há cerca de 25 anos, mas só recentemente foi possível identificá-los com precisão. Ambas pertencem ao já conhecido gênero Tubastraea – Tubastraea coccinea e T. tagusensis.
Em estágio avançado, a pesquisa já começou a desvendar a biologia reprodutiva e a abrangência geográfica das espécies. Os resultados preliminares indicam que elas têm picos reprodutivos anuais, crescem em média 1 cm por ano e espalham-se muito rapidamente.
Em outra pesquisa em curso, ainda em fase inicial, o doutorando Bruno Lages estuda os efeitos nocivos dos corais sobre as espécies nativas, como a produção de compostos químicos tóxicos. "Primeiramente, é preciso conhecer esses organismos, saber como crescem e se reproduzem para poder entender e então conter o processo de expansão das espécies", afirma Creed.
Recuperar a região afetada, no entanto, parece impossível. A única forma de expulsar os corais seria retirá-los um a um, mas a alta densidade dos organismos – até mil colônias por metro quadrado – inviabiliza a operação. A quantidade assusta e ressalta a necessidade de um plano de prevenção: "Raramente há espaço vazio embaixo d’água. O local ocupado por esses corais era o nicho de outra espécie, que ainda não conhecemos", conta Creed. "É preciso descobri-la para poder chegar aos próximos alvos de invasão antes dos corais”.
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), organismos invasores são a segunda maior causa de perda de biodiversidade, superados somente pela destruição direta de hábitats pela ação do homem. "Ao entrar em uma comunidade biológica, as espécies invasoras acirram a competição e transformam a sobrevivência dos organismos nativos numa tarefa muito mais difícil", explica Creed. "O ambiente não está preparado para recebê-las e o desequilíbrio é inevitável. Não há, por exemplo, um predador para controlar o crescimento da população da espécie. Ela cresce indefinidamente e ocupa o espaço de outros organismos”.