segunda-feira, 11 de abril de 2011

Olho gigante de lula


Ela tem em média 20 metros de comprimento e pesa mais de uma tonelada. Dificilmente se contesta que a lula-gigante é um animal colossal, mas sabe-se que existem alguns ainda maiores ou mais pesados, como baleias e elefantes. Mas mesmo estes monstros do reino animal não podem competir com a lula-gigante em um quesito: o tamanho do olho. A foto acima mostra um pote de vidro com um exemplar do olho desse animal. Chega a medir mais de 25 cm de diâmetro, o que equivale a um prato de comida. E esse tamanho todo não é por motivo banal: como o animal vive em mares de grande profundidade e escuridão, onde nenhum raio de sol é capaz de penetrar, o olho tamanho família o ajuda a achar comida e abrigo. Apesar do tamanho, a estrutura ocular da lula-gigante é muito parecida com a dos seres humanos: compõe-se de íris, pupila e retina, como a nossa. Essa característica é uma das poucas bem conhecidas sobre a lula-gigante, um animal cujos hábitos ainda são em parte um mistério para a ciência

terça-feira, 5 de abril de 2011

Japão detecta radiação em peixes a 80 km de usina


Autoridades japonesas informaram que encontraram níveis altos de materiais radioativos em peixes a 80 quilômetros de a usina nuclear Daiichi, em Fukushima. A radiação elevada já havia sido encontrada em alguns produtos como leite e vegetais no Japão. Segundo a Prefeitura de Ibaraki, duas amostras de pequenos peixes chamados konagos, pescados em áreas diferentes perto da costa do Oceano Pacífico, em Ibaraki, norte do país, continham níveis de material radioativo acima do permitido.


A descoberta anunciada é a primeira indicação clara de contaminação dos peixes e levanta temores deque a água radioativa da usina ameace a vida marinha, que é uma importante fonte de alimentação para o país. Em uma amostra coletada em 1º de abril, uma cooperativa de pesca local detectou 4.080 becquerels (unidade de medida de radioatividade) por quilo de iodo radioativo. O governo japonês estabeleceu um limite de 2 mil becquerels por quilo para os peixes, o mesmo nível permitido em vegetais. Em outra amostra coletada foram detectados 526 becquerels de césio por quilo de peixe. O valor ultrapassa o limite de 500 becquerels por quilo desse componente. A Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária da usina, lançou mais de 10 milhões de litros de água pouco radioativa no Oceano Pacífico, mas busca evitar que água ainda mais radioativa também acabe no oceano. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A «incrível» adaptação do mexilhão das fontes hidrotermais

Biotecnologia espreita as potencialidades do sistema imunitário deste bivalve
Vive em grandes profundidades, num ambiente adverso e extremo, com um pH muito baixo e temperaturas muito quentes para aquela situação, mas quando alteradas estas condições, "parece lembrar-se de como era há milhões de anos, do ponto de vista evolutivo".
É um "valente" que, no seu meio natural, suporta grandes pressões. Mesmo assim, vive e reproduz-se, constituindo comunidades muito extensas em volta das chaminés das fontes hidrotermais, libertadoras dos elementos químicos (como o metano ou o sulforeto) essenciais para a obtenção da sua energia.
Além disso, têm a particularidade de depender de bactérias simbiontes, que se alojam no seu organismo e, através de um processo de simbiose, utilizam a matéria química para a obtenção da energia usada na criação de nutrientes que consome.
Eis o perfil deste mexilhão, "parente" daqueles que se conhecem à superfície, traçado por Raul Bettencourt, investigador do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç), que, numa conversa com o "Ciência Hoje", falou sobre a "incrível capacidade de adaptação deste animal a novos meios" e de todas as potencialidades biotecnológicas que esconde.

"Regresso ao passado"
Quando os mexilhões são trazidos para a superfície e colocados em aquários, no laboratório, as características do seu meio natural não são reproduzidas, principalmente, a pressão e o ambiente químico onde, normalmente, eles vivem. "O nosso sistema é simplificado", embora tenha capacidade para simular algumas das condições do ambiente de profundidade, referiu Raul Bettencourt.
Perante este cenário laboratorial, este bivalve vai sofrendo alterações na sua fisiologia, sendo que, "à superfície, começa a desenvolver o seu sistema digestivo e os órgãos aumentam de tamanho". Para fazer face à mudança, "volta a um estado de filtração como existia no passado".
As brânquias, que utilizam para filtrar a água e retirar os nutrientes necessários para suprir as suas necessidades alimentares e energéticas, vão perdendo as bactérias simbiontes, mas mesmo assim são capazes de sobreviver, pelo menos dois anos em aquário. "Não sabemos se algumas ficam num estado remanescente, mas, aparentemente, há um total desaparecimento ao fim de quatro semanas", constatou o investigador do DOP.
O biólogo acredita que este animal nunca perdeu as suas capacidades adaptativas, dizendo que, "pelo menos de uma forma genética, parece manter o 'programa' que lhe diz que pode adaptar-se, de uma forma muito rápida".
Ainda não foram feitos testes sobre o crescimento e o ciclo de reprodução do mexilhão das fontes hidrotermais em aquário, mas já foi possível observar que, apesar de não haver crescimento, há libertação e fecundação de gametas e que os primeiros estádios do desenvolvimento embrionário foi alcançado.

Sistema imunitário com características comuns ao humano
O sistema imunitário do mexilhão é muito semelhante ao do Homem. "Aliás, o que nos distingue dos invertebrados é a cognição e o desenvolvimento do sistema nervoso, dos mecanismos de aprendizagem e da memória, pois as células animais fazem todas o mesmo e, a nível genético, somos parecidos", sublinhou Bettencourt.
A única distinção entre o sistema imunitário do mexilhão e do humano relaciona-se com a produção de anticorpos (resposta adaptativa), que os bivalves não comportam. Já a parcela inata deste sistema, que permite às pessoas viverem nos primeiros quinze dias (pois até aí não produzem anticorpos) também é comum ao mexilhão.
De acordo com o especialista em imunologia, "estes animais têm apenas a defesa inata, que não é tão específica como a resposta adaptativa. Contudo, é mais abrangente, pois as moléculas intervêm de forma generalista e reagem quase instantaneamente a um organismo que entre no sistema. Mantêm-no toda a vida".

Biotecnologia na mira
O interesse de Raul Bettencourt nestes mexilhões tem a ver, sobretudo, com as suas respostas imunitárias contra vírus, bactérias ou fungos.
"Sabemos que têm substâncias naturais, que são muito eficientes para o combate das bactérias", um aspecto que já foi evidenciado e que é comum a qualquer organismo vivo. Contudo, nestes animais o revestimento destas moléculas é muito "interessante" e "merece ser estudado de uma perspectiva biotecnológica".
De acordo com o investigador, as bactérias alojadas neste mexilhão produzem "super enzimas" que podem ser aplicadas na produção de bioetanol e biofuel, pelo que há um grande interesse no seu estudo e na sua sintetização a partir da informação genética já obtida e agregada na primeira base de dados mundial sobre genética do mexilhão das fontes hidrotermais, criada pelo DOP.
"Há um grande potencial que toma várias direções, desde o desenvolvimento de novos fármacos ao de enzimas industriais capazes de melhorar as atuais na obtenção de etanol", que implicam ainda "processos caros e morosos", concluiu.
Fonte: Carla Sofia Flores – Ciências Hoje

Cobre tem efeito no metabolismo de espécies marinhas invasoras

Biofixação - Fixação de organismos em substratos artificiais como as bóias, as plataformas de marinas, as plataformas petrolíferas ou os cascos dos navios.
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O estudo das invasões biológicas no meio marinho tem ganho cada vez mais relevo no contexto das alterações climáticas. Vários trabalhos científicos já comprovaram que, com o aquecimento das águas oceânicas, há variadas espécies tropicais que migram em direção aos pólos, tal como acontece com as comunidades bentônicas, que ao nível da biofixação, em particular, têm registado cada vez mais espécies invasoras.
As baías e os estuários são conhecidos por terem maior probabilidade de conter espécies invasoras e por serem ricas em poluição por metais, como o níquel, o zinco ou o cobre. Neste último caso, investigações anteriores não detetaram qualquer efeito poluidor em espécies nativas e exóticas. Contudo, um artigo publicado na revista americana PLoS ONE, vem admitir o contrário, trazendo uma nova perspectiva sobre o assunto.
João Canning Clode,biólogo português, atualmente, desenvolvendo um projeto de pós-doutorado no Smithsonian Environmental Research Center (EUA), estuda, desde 2009, padrões na ecologia de invasão em comunidades marinhas bentônicas (que dependem de fundos rochosos) na América Central e América do Norte.
Neste sentido, tem realizado várias experiências de campo para explorar o papel da escala espacial e os efeitos da poluição na biodiversidade, nativa e não-nativa, destas comunidades bentônicas e certificar-se do papel da latitude neste padrão.
"Verifiquei que quer as espécies nativas, quer as exóticas mostraram-se sensíveis ao gradiente de cobre que criei, ou seja, o número [de ambas] diminuiu com o aumento da exposição a este metal", revelou ao "Ciência Hoje".
De acordo com o biólogo, este estudo "contradiz outros anteriores que verificaram o oposto padrão noutras localidades", indicando que o cobre é um "elemento importante" a ter em conta em estratégias de controle e erradicação de espécies marinhas invasoras.
Apesar desta conclusão, João Canning Clode suspeita que os resultados podem ser afetados por especificidades locais, como a temperatura ou salinidade, pelo que ampliou o estudo a uma escala mais global, desenvolvendo o mesmo projeto no Panamá, México, Florida, Virginia e Connecticut. Porém, estes dados ainda estão sendo analisados.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CALENDÁRIO DE CURSOS 2011

A equipe do Projeto Biomar informa que já se encontram abertas as inscrições para os cursos teóricos-práticos para 2011.
Os cursos são personalizados, quanto ao conteúdo, carga horária e estratégia operacional para se adaptarem a faixa etária dos alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
Maiores informações:
site:
projetobiomar.com.br
blog:
projetobiomar.blogspot.com
projetobiomar
@projetobiomar.com.br
Esperamos você e sua escola em 2011!
Prof. Nilo Serpa e Equipe


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Equipe do Projeto Biomar deseja que o clima em 2011 seja de

Saúde
Paz
Alegria
Qualidade ambiental
Novas oportunidades e
Muito sucesso
!

Boas Festas!
Equipe do Projeto Biomar

Se Jesus tivesse nascido hoje!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CALENDÁRIO 2011

As reservas de datas e cursos - 2011 do Projeto Biomar já estão abertas!
O Projeto Biomar oferece cursos de enriquecimento curricular para alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
O Projeto Biomar, em parceria com Instituições de Ensino,também, proporciona cursos de extensão universitária, dirigidos a graduandos ou graduados na área de Ciências da Natureza e áreas afins e, também, para a comunidade em geral.
Os cursos possuem uma visão sistêmica da vida e uma metodologia transdisciplinar, sendo planejados e implementados com a participação das equipes do Projeto Biomar e dos professores da Instituição de Ensino.
Os cursos acontecem entre os meses de abril a setembro de cada ano.
Reserve sua data com antecedência!
Aguardamos seu contato!
Um abraço da Equipe do Projeto Biomar
4. 31 - 9733 8814

Cientistas analisam tipos de alga que teriam um bilhão de anos

Verdigellas teriam origem em organismos de milhões de anos.
Cientistas que estudavam duas espécies de algas que crescem em regiões profundas dos oceanos concluíram que elas podem ter surgido há cerca de um bilhão de anos e seriam verdadeiros “fósseis vivos”.
A descoberta, feita por uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos e da Bélgica, pode transformar as teorias sobre quais plantas seriam as precursoras de todas as plantas verdes existentes hoje.
Os estudiosos recolheram amostras de algas que já eram conhecidas e pertenciam a dois gêneros, Palmophyllum e Verdigellas.
Elas foram encontradas a cerca de 200 metros no fundo do mar e, segundo os estudiosos, possuem pigmentos especiais que permitem aproveitar a luz que chega a essa profundidade para fazer a fotossíntese.
Os cientistas foram os primeiros a analisar o genoma dos dois organismos. E foi esta análise que revelou a impressionante origem dessas algas.
As conclusões da equipe foram publicadas na revista científica Journal of Phycology.
Diferentes
As plantas verdes até hoje foram classificadas em dois grandes grupos, ou clados - grupos de espécies com um ancestral comum.
Um deles inclui todas as plantas terrestres e as algas verdes com estruturas mais complexas, conhecidas como carófitas. O outro clado, o das clorófitas, abrange todas as algas verdes restantes.
A maioria dos estudos feitos anteriormente tentou determinar quais plantas antigas deram origem às carófitas, mas houve poucas pesquisas sobre a origem das outras algas verdes.
O cientista Frederick Zechman, da California State University, em Fresno, e sua equipe coletaram e estudaram amostras de Palmophyllum encontradas na região da Nova Zelândia (Oceano Pacífico), e Verdigellas da região oeste do Atlântico.
Elas são bastante peculiares, porque embora sejam multicelulares, cada uma de suas células não parece interagir com as outras de forma significativa.
Cada célula está acomodada sobre uma base gelatinosa que pode dar origem a formas complexas, como caules.
Os cientistas analisaram o DNA nas células das algas e concluíram que, em vez de pertencer ao clado das clorófitas, as duas espécies pertenceriam, na verdade, a um grupo novo e distinto de plantas verdes, que é incrivelmente antigo.
Algas analisadas têm estrutura celular diferente de outras.
Os cientistas acham que elas são tão diferentes, que deveriam ser classificadas em uma ordem própria.
"Ao compararmos essas sequências genéticas aos mesmos genes em outras plantas verdes, descobrimos que essas algas verdes estão entre as primeiras plantas verdes divergentes, ou seriam talvez a primeira linhagem divergente de plantas verdes", disse Zechman à BBC.
Se este for o caso, segundo o cientista, essas algas poderiam ter surgido há um bilhão de anos.
Progenitoras das Plantas
Para ele, a descoberta poderia "transformar" nossa visão sobre que planta verde foi o ancestral de todas as que existem hoje.
Até o presente, os cientistas acreditavam que a progenitora das plantas verdes seria uma planta unicelular com uma estrutura em forma de cauda chamada flagelo, que permitia que a planta se movesse na água.
Mas a equipe de Zechman não encontrou flagelos nas algas observadas, o que pode ser uma indicação de que as plantas verdes mais antigas do planeta podem não ter tido flagelos.
Zechman disse que as algas estudadas por sua equipe podem ser qualificadas como "fósseis vivos", embora não se tenha conhecimento da existência de fósseis reais dessas algas.
Sua habilidade de utilizar luz de intensidade baixa permite que cresçam em águas profundas - o que pode ser a chave de sua impressionante longevidade.
Em profundezas como essas, as plantas sofrem menos perturbações provocadas por ondas, variações de temperatura e por predadores herbívoros que poderiam se alimentar delas.
Matt Walker - Editor da BBC Earth News

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CALENDÁRIO 2011


As reservas de datas e cursos - 2011 do Projeto Biomar já estão abertas!
O Projeto Biomar oferece cursos de enriquecimento curricular para alunos da Educação Básica ao Ensino Superior.
O Projeto Biomar, em parceria com Instituições de Ensino,também, proporciona cursos de extensão universitária, dirigidos a graduandos ou graduados na área de Ciências da Natureza e áreas afins e, também, para a comunidade em geral.
Os cursos possuem uma visão sistêmica da vida e uma metodologia transdisciplinar, sendo planejados e implementados com a participação das equipes do Projeto Biomar e dos professores da Instituição de Ensino.
Os cursos acontecem entre os meses de abril a setembro de cada ano.
Reserve sua data com antecedência!
Aguardamos seu contato.
Equipe do Projeto Biomar