sexta-feira, 9 de abril de 2010

Italianos descobrem animal que vive em água sem oxigênio



Um ambiente capaz de asfixiar todos os animais conhecidos do planeta foi colonizado por pelo menos três espécies diferentes de invertebrados marinhos.

Descobertos a mais de 3.000 m de profundidade no Mediterrâneo, eles são os primeiros membros do reino animal a prosperar mesmo diante da ausência total de oxigênio ( anoxia).

Até agora, achava-se que só bactérias pudessem ter esse estilo de vida, conhecido como anaeróbico. Não admira que os bichos pertençam a um grupo pouco conhecido, o dos loricíferos, que mal chegam a 1 mm. Apesar do tamanho, possuem cabeça, boca, sistema digestivo e uma carapaça.
As três espécies foram achadas pela equipe de Roberto Danovaro, da Universidade Politécnica das Marche, na Itália, ao sondar a chamada bacia do Atalante, abismo marinho entre a Itália, a Grécia e o norte da África.
Além de desprovida de oxigênio, a bacia possui altas concentrações de sal e é rica em sulfeto de hidrogênio, gás tóxico que dá o cheiro aos ovos podres. Numa região tão profunda e inóspita, é esperada a presença de cadáveres de invertebrados, que “chovem” das partes mais superficiais do oceano.
Prova – Por isso, Danovaro e companhia, para comprovar que os bichos realmente viviam lá, trouxeram os animais para a superfície e administraram um nutriente “marcado” com átomos radioativos, fáceis de detectar. Viram, então, que as criaturas estavam mesmo vivas, já que devoraram a comida recebida.
Os resultados estão em artigo publicado na revista científica “BMC Biology”.
“Os argumentos deles são convincentes. De fato, trata-se de um metabolismo antes só conhecido para bactérias e outros micróbios”, diz Ângelo Bernardino, do Departamento de Ecologia e Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo.
A adaptação dos bichos à vida no sufoco é tão profunda que suas células dispensaram as chamadas mitocôndrias, estruturas que ajudam qualquer animal “normal” a usar oxigênio.
É uma mudança evolutiva radical, já que as mitocôndrias acompanham os ancestrais dos animais há bilhões de anos. Os habitantes das profundezas parecem ter trocado suas mitocôndrias por outras estruturas, mais adequadas a condições pouco oxigenadas.
“Esses loricíferos representam o primeiro caso dessa adaptação, mas as etapas do metabolismo deles provavelmente são parecidas com as que vemos em outros ambientes do mar profundo, onde há animais que se associam a bactérias capazes de aproveitar compostos químicos do lugar”, afirma Bernardino, que espera mais descobertas do tipo.
Adaptação Reinaldo José Lopes
Fonte: http://www.biomedcentral.com

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Coral predador devora água-viva em Israel





Um coral foi fotografado pela primeira vez por cientistas devorando uma água-viva em Israel.Fotos de cientistas é o primeiro registro deste tipo; corais geralmente se alimentam de plâncton.
As fotos foram feitas pelas Universidades de Tel Aviv e de Bar Ilan, durante um mergulho, quando os cientistas analisavam os recifes de corais perto da cidade israelense de Eilat, no Mar Vermelho.
Geralmente corais se alimentam de plâncton e se beneficiam da fotossíntese de certas algas microscópicas, as zooxantelas, com quem vivem em simbiose. No entanto, as fotos revelam um coral, da espécie Fungia scruposa, sugando uma água-viva.
Os pesquisadores acreditam que a habilidade de se alimentar de várias fontes de alimento dê ao coral uma vantagem em um ambiente que está mudando.
Correntes marítimas
As correntes marítimas e os nutrientes geraram um aumento sazonal na população de águas-vivas da espécie em questão (Aurelia aurita) na região onde foram feitas as fotos. Muitas delas cercaram o recife de corais no qual a equipe de cientistas mergulhava.Foi nesta ocasião que eles presenciaram o evento.

"Durante a análise fomos surpreendidos com alguns corais se alimentando das águas-vivas. Não podíamos acreditar no que estávamos vendo", afirmou um dos integrante da equipe de pesquisa em biologia marinha do Departamento de Zoologia da Universidade de Tel Aviv.
A água-viva tem como principais predadores alguns tipos de peixe, tartarugas marinhas e pássaros marinhos.
No entanto, encontrar estas águas-vivas em estágio adulto sendo devoradas por um coral é uma descoberta singular, da qual não há registros anteriores.
"Este é o primeiro registro de um coral se alimentando de uma água-viva com tamanho quase igual ao dele", afirmaram. "Na verdade nós vimos alguns corais se alimentando (de águas-vivas), e, não apenas um."

Tamanho
Normalmente estes corais se alimentam de organismos microscópicos de apenas entre 0,2 mm e 0,4 mm que formam o chamado plâncton. Ao fazer isto, eles também engolem pequenas águas-vivas, embrionárias, difíceis de enxergar a olho nu.
"Isto é definitivamente diferente. Até onde sei nenhum outro coral se alimenta de águas-vivas. No entanto, há registros de algumas anêmonas, que são parentes próximas dos corais, se alimentando de outras espécies como esta", acrescentou Ada Alamaru, uma cientista da equipe.
Diferentemente de muitos corais que vivem em recifes, o Fungia scruposa não vive em colônias numerosas. É formado por um grande pólipo, que mede até 30 centímetros de diâmetro.
Eles não são presos ao fundo do mar, apresentam uma movimentação limitada, ao contrário dos outros corais que vivem nas rochas.
No entanto, de acordo com Alamaru, ainda é um mistério como estes corais conseguem capturar as águas-vivas.
Proteína
A habilidade do coral de se alimentar de forma oportunista quando há um aumento na população de águas-vivas fornece proteína, valiosa para o coral.
A cientista Ada Alamaru sugere que a descoberta revela não apenas uma fonte de alimento para o coral, mas também outros benefícios em potencial em um ambiente que está mudando, no qual, devido às mudanças climáticas, o aumento na população de águas-vivas ocorre cada vez mais e com mais intensidade.
"A habilidade de usar uma variedade de fontes de alimentos e de se aproveitar deste aumento de população dá aos corais-cogumelos uma vantagem, se compararmos com outros corais que não conseguem se alimentar de presas tão grandes", disse a pesquisadora.
Fonte: BBC NEWS

quarta-feira, 17 de março de 2010

Nasa descobre crustáceo que vive sob camada de gelo de 183 metros



Animal foi encontrado na Antártida, a 20 km do mar aberto.
Parecido com um camarão, ele tem 8 cm de comprimento.


Um animal parecido com um camarão foi descoberto por cientistas da Nasa, a agência espacial dos EUA, em um local da Antártida onde o mar está coberto por uma camada de gelo de 183 metros de altura.
O crustáceo, que tem oito centímetros de comprimento, foi encontrado em um ponto que o mar aberto está a 20 quilômetros de distância.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vulcões submarinos são essenciais para o clima.

Vulcões submarinos estão espalhados ao longo de cordilheiras oceânicas que marcam a divisa entre grandes placas tectônicas. Eles fornecem ferro, que alimenta o fitoplâncton. Da Reuters

Os oceanos absorvem cerca de um quarto do CO2 resultante da queima humana de combustíveis fósseis e do desmatamento. O trecho de oceano entre Austrália e Antártida esta entre as maiores "fossas de carbono".
O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar do oceano. As microalgas absorvem gás carbônico nos oceanos.Quando esses organismos morrem ou são comidos, levam consigo grandes quantidades de carbono, que acabam absorvidas pelo leito marinho, armazenando o carbono durante séculos.
Vários estudos já mostraram que os vulcões submarinos liberam ferro, "mas nenhum estudo levou em conta isso em um nível global nem considerou sua importância para o armazenamento de carbono no oceano Meridional", disse à Reuters, Andrew Bowie, do Centro de Pesquisa Cooperativa sobre o Clima e os Ecossistemas Antárticos, na Tasmânia, um dos autores do estudo.
Os vulcões estão espalhados ao longo de cordilheiras marítimas que marcam o limite entre grandes placas tectônicas. O estudo se baseou em medições de quanto ferro existe no oceano Meridional a profundidades de até 4.000 metros.
O estudo foi publicado na edição mais recente da Nature Geoscience.
O oceano Meridional em geral é pobre em ferro, o que dificulta o crescimento do microplâncton. Os cientistas já sabiam que o ferro pode ser soprado pelo vento ou ser originário de sedimentos litorâneos, mas essas são fontes variáveis.
Já o ferro dos vulcões profundos, segundo o estudo, é relativamente constante e responde por 5 a 15 por cento do armazenamento de carbono no oceano Meridional, chegando em algumas regiões a 30 por cento.
Isso significa que os nutrientes do vulcão podem servir de anteparo quando outras fontes, como a poeira trazida pelo vento, variam.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Proteja o Tubarão



Os tubarões são um dos mais importantes predadores em nossos oceanos.
Há ainda muita coisa que nós não compreendemos, ou mesmo, sabemos, sobre estes animais fascinantes.
Este curto documentário mostra um dos fenômenos dos mais misteriosos no mundo animal: os animais nos surpreendem, mostrando um comportamento totalmente diferente do que a maioria dos povos esperaria.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Equinodermas - vídeo didático



Esta série foi lançada no Brasil pela Editora Abril em DVD sob o título "Origens da Vida".Vídeo sem fins lucrativos, apenas para fins educativos.
Esta é uma edição sobre Equinodermos para que professores de todo o Brasil possam utilizar em suas aulas para fins didáticos.
É proibida qualquer forma de comercialização, assim como utilização deste vídeo com objetivos de má-fé.
Todos os direitos são reservados à Sea Studios Foundation for National Geographic Television and Film, logo se houver algum problema referente ao vídeo, favor entrar em contato.

A ilha dos Golfinhos



Ilha dos Golfinhos -
Sinopse
Premiado com Palma de Bronze no Festival Mundial de Imagens Submarinas, em Antibes na França, este documentário foi produzido para National Geographic Channel e 20TH Century Fox, em co-produção com a NHNZ - Natural History New Zealand.
Em parceria com o IBAMA e com o Centro Golfinho Rotador, "A Ilha dos Golfinhos" mostra o ciclo de vida dos Golfinhos Rotadores, que vivem em águas tropicais do mundo inteiro, mas, escolhem a Baía dos Golfinhos, em Fernando de Noronha - PE-Br, para descansar, acasalar e cuidar de seus filhotes.
Rodado ao longo de 4 meses, muitos comportamentos registrados eram inéditos em filme. O documentário procura entender, junto com cientistas, porque os golfinhos rotadores executam seus saltos acrobáticos.

Ficha Técnica
Direção: Lawrence Wahba e Rodrigo Astiz
Produção Executiva: Ricardo Aidar, Marcelo Bresser Pereira e Richard Thomas
Roteiro: Tracy Roe
Imagens: Alessandro Rodrigues, Luiz Miyasaka e Paul Donavan
Imagens Submarinas: Lawrence Wahba
Edição: Paulo Martins
Exibição: National Geographic Channel

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Corais vivem mais de 4.000 anos


Espécies são encontradas nas profundezas do Pacífico, perto do Havaí. Criaturas têm crescimento muito vagaroso, de acordo com estudo.

O coral Gerardia (que pode ser visto na foto acima) pode ser encontrado a profundidades que vão de 300 m a 500 m em águas havaianas. Esses invertebrados usam protuberâncias do solo marinho para se fixar e crescer.
Datações impressionantes feitas por pesquisadores americanos mostram que eles têm 4.265 anos e 2.742 anos, respectivamente. Estão, portanto, entre os seres vivos mais antigos da Terra. Ao realizar datações por carbono-14, semelhantes às que servem para estimar a idade de fósseis, os pesquisadores chegaram às idades inacreditáveis citadas acima.
Os corais são organismos coloniais, ou seja, vários "indivíduos" se juntam num só corpo e crescem juntos, dividindo funções como captura de alimento e excreção. Ao que parece, enquanto partes desses superorganismos vão morrendo, outras crescem no lugar, chegando há vários milênios de existência contínua num único "corpo".
Segundo os pesquisadores, não é incomum que animais de regiões muito profundas tenham crescimento lento e grande longevidade, mas o caso dos corais é fora de série.
É praticamente certo que eles sejam os organismos coloniais mais antigos da Terra. Como eles são explorados para fazer jóias, os cientistas alertam que isso pode levar ao extermínio das espécies, uma vez que elas crescem muitíssimo devagar.

Fonte: Reinaldo José Lopes (adap.)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pesquisa mostra que plástico contamina o Atlântico Norte




Foram encontrados fragmentos em todas as amostras de água do oceano colhidas no início do Projeto 5 Gyres, que estuda a poluição marinha por plástico

“Todas as amostras obtidas da superfície no meio do Atlântico continham fragmentos de plástico, não importava onde deixávamos cair nosso equipamento de arrasto,” diz Anna Cummins. Para lançar o Projeto 5 Gyres, ela e o marido, Marcus Eriksen, velejaram pelo Atlântico Norte entre St. Thomas, na Ilhas Virgens, e as Bermudas. No final de janeiro, o casal deixou as Bermudas com destino aos Açores. Nessa segunda perna de uma travessia transatlântica sem precedentes, velejam pelo Mar de Sargaço, uma região no meio do Atlântico Norte.

A poluição marinha por plástico, que pode ameaçar a saúde humana, é normalmente conhecida pelo “Grande Mancha de Lixo do Pacífico”, um enorme acúmulo de plástico no Pacífico Norte. O Projeto 5 Gyres busca documentar esses detritos artificiais nos cinco giros oceânicos do planeta – as regiões onde as correntes marinhas formam movimentos circulares.

“Este é um problema global, temos visto evidência de poluição por plástico em todos os lugares do mundo e isto está piorando”, diz o Capitão Charles Moore, o fundador da Algalita Marine Research Foundation (AMRF – Fundação de Pesquisa Marinha Algalita ). O Projeto 5 Gyres é uma colaboração entre a AMRF, Livable Legacy e a Pangaea Explorations e pode ser acompanhado aqui (http://www.5gyes.org).

Cummins e Eriksen, diretores do projeto, vêm trabalhando extensivamente com o Capitão Moore. O montante de plástico que eles encontraram durante a perna inicial de 1.070 milhas, ao largo do Giro do Atlântico Norte, a bordo do veleiro de regata Sea Dragon, é similar ao que eles viram no Pacífico. “Nos sargaços, encontramos tampas de garrafas, cápsulas de balas de revólver, engradados e até mesmo botas de borracha”, diz Cummins.

No mar com outros onze tripulantes, Cummins e Eriksen estão aprofundando o foco de suas pesquisas anteriores na AMRF, que buscavam quantificar os plásticos flutuantes, incluindo os fragmentos de microplástico consumidos por peixes. Agora eles buscam entender como esses detritos afetam os peixes.

“As partículas de plástico no mar agem como magnetos para substâncias químicas tais como DDT, PCBs, retardadores de chama e outros poluentes,” diz Cummins. “O Projeto 5 Gyres está trabalhando para avançar nossas pesquisas anteriores com os testes buscando determinar se esses químicos se acumulam nos peixes, navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos pratos de jantar.”

Um dos patrocinadores do projeto é a Blue Turtle. A Pangaea Explorations está fornecendo o veleiro de 72 pés Sea Dragon, no qual o casal velejará para coletar amostras da superfície do oceano, do fundo do mar e do conteúdo do estômago e dos tecidos de peixes para análise.

No final deste ano, o Sea Dragon cruzará o Giro do Atlântico Sul, indo do Rio de Janeiro à Cidade do Cabo, na África do Sul. Esta será a primeira travessia desse tipo nos últimos 30 anos no hemisfério sul. Após está travessia, Cummins e Eriksen planejam velejar no Giro do Pacífico Sul.

Fonte: Agência Envolvede / Projeto 5 Gyres

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Educação ambiental poderá ser custeada por produtos descartáveis

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6572/09, do deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), que obriga os fabricantes de produtos com embalagens descartáveis a destinarem à educação ambiental 10% dos seus gastos com a propaganda dessas mercadorias.

Além disso, o projeto determina a aplicação em planos, programas e projetos de educação ambiental de pelo menos 20% da arrecadação das multas por descumprimento da legislação ambiental. Os recursos provenientes de ambas as medidas deverão ser depositados na carteira de educação ambiental do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA).

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Fonte: JB Online 11.02.10)